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Os noventa anos do Partido Comunista Português e do nadador de Alhandra Baptista Pereira

Os noventa anos do Partido Comunista Português e do nadador de Alhandra Baptista Pereira

“Gineto” recebeu homenagem póstuma do PCP por altura do 90º aniversário

No ano em que o Partido Comunista Português comemora noventa anos passam também nove décadas sobre o nascimento do atleta alhandrense, Baptista Pereira. Para assinalar a data juntaram-se amigos e conhecidos na Casa Museu Dr. Sousa Martins, em Alhandra, para lhe prestar uma homenagem póstuma.

Edição de 11.05.2011 | Sociedade
Nove décadas do Partido Comunista Português. Nove décadas de Baptista Pereira, o “Gineto” de Alhandra, que venceu a travessia do Canal da Mancha em 1954. Na comemoração de uma data tão significativa o partido quis homenagear figuras que lhe foram fiéis. Neste contexto Baptista Pereira não poderia ficar de parte e no sábado, 7 de Maio, a Casa Museu Dr. Sousa Martins em Alhandra, foi o palco de uma sentida homenagem póstuma ao comunista, filho da terra, que conseguiu feitos históricos na natação.A cerimónia começou com um filme da vida do “Gineto”, como lhe chamou Soeiro Pereira Gomes em “Esteiros”. Imagens de tempos antigos em que as crianças eram carecidas de tudo menos de sonhar. Depoimentos de quem o conheceu de perto e acompanhou os seus feitos, fazem chorar os olhos azuis de Cilinha Baptista Pereira. Sentada na primeira fila não contém a emoção ao rever imagens do pai. Lágrimas que a acompanharam durante toda a sessão, sempre que eram ditas palavras sentidas sobre a memória do nadador.Chamado a discursar, José Casanova, director do jornal Avante, lamentou que a data não tenha sido mais difundida tratando-se de uma figura que “levou o nome de Portugal a todo o mundo”. “Não podemos deixar que silenciem estes nomes, estas figuras e estes feitos, a não ser que vigorem hoje as mesmas razões que há décadas fizeram com que Baptista Pereira fosse suspenso”, considerou José Casanova, referindo-se à faceta anti-fascista de Baptista Pereira que lhe valeu uma suspensão na prática desportiva. “Ele foi comunista até ao último dia da sua vida e se calhar ainda está a pagar por isso”, acrescentou. Já não se fazem atletas assim disse o director do jornal comunista.António Primavera, presidente da assembleia geral do Centro Unitário de Reformados, Pensionistas e Idosos da Freguesia de Alhandra (CURPIFA), também se manifestou nos discursos de homenagem e recordou episódios. Um deles foi contado pelo amigo Bento Luís que na plateia não segurou as lágrimas ao relembrarem os seus sete anos e quando assistiu e vibrou, às cavalitas do pai, com uma das vitórias de um dos homens “que nunca foram meninos”.A cerimónia terminou com as senhoras de camisa branca e laço vermelho do grupo “Melodias de Sempre” da Curpifa que interpretaram a música dedicada por Francisco Filipe dos Reis ao atleta aquando da sua vitória na travessia do Canal da Mancha. Ainda antes disso, Idalinha Padinha, elemento do grupo, com tom de voz emocionado mas seguro, recitou um poema de agradecimento a Baptista Pereira. Mais uma vez, a filha mais velha do nadador não conteve as lágrimas e a voz embargada permitiu-lhe poucas palavras. “Foi uma homenagem muito bonita”, considerou.Municípios ribeirinhos do Tejo desafiados a criar rota pedonal entre a fronteira e a foz Os municípios ribeirinhos do Tejo foram desafiados pela Administração da Região Hidrográfica do Tejo (ARHT) a criar uma grande rota pedonal entre a fronteira de Espanha e a foz, em Lisboa. A ARH do Tejo defendeu sexta-feira a integração global das rotas ribeirinhas em “caminhos de pé posto”, o mais próximo possível das margens do Tejo, e segundo as regras e simbologia internacionais.Em declarações à agência Lusa, à margem da primeira sessão pública de debate sobre o projecto - “O Tejo a pé, naturalmente” -, que se realizou no centro náutico de Constância, a vice presidente da ARH Tejo disse que a ideia é fazer uma “linha contínua” com as várias rotas existentes e com os vários pontos que ainda não têm um roteiro”, para criar um “corredor uno, um trajecto completo”. Simone Pio disse ainda que este projecto tem o propósito de “dar a conhecer e aproximar as pessoas num corredor entre a foz do rio, em Lisboa, e a fronteira” com Espanha, permitindo que as populações “se aproximem, redescubram e valorizem” o seu património, como um “corpo integrado”. O projecto “Tejo a Pé” visa “fomentar e potenciar” o turismo ambiental e o acesso educativo aos espaços naturais e ao património, constituindo-se como “um produto ecoturístico em que os actores fundamentais serão as populações” locais, disse.Lançar o debate em torno desta ideia foi o mote da sessão de debate “Tejo a Pé”, no âmbito da qual foram hoje debatidas estratégias de promoção ambiental e turística e apresentados casos de sucesso, a nível nacional e ibérico, que “comprovam a pertinência e viabilidade do projecto em causa”, nomeadamente em termos turísticos, económicos e culturais. Um projecto que Simone Pio classificou de “estruturante e transversal”, tendo manifestado à Lusa o desejo que o mesmo esteja concluído em 2015 e se configure como um “contributo significativo” no âmbito da candidatura do Tejo a Património da Humanidade.
Os noventa anos do Partido Comunista Português e do nadador de Alhandra Baptista Pereira

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