
Uma banda filarmónica do tempo de El Rei D. Carlos
Juntar os músicos da Banda Filarmónica do Centro Cultural Azambujense para tirar uma fotografia na tarde de sábado, 4 de Junho, no Campo da Feira, em Azambuja, não foi tarefa fácil. No tradicional encontro das bandas, que visou assinalar o 110º aniversário da colectividade, o calor que se fazia sentir era insuportável. “Estão cansados e querem descansar antes de actuar. Trabalhar com tanta gente não é fácil”, confidencia o vice-presidente do centro, Rogério Faria. Há 110 anos que se constituiu o Centro Cultural Azambujense, mas o ex-libris da colectividade, a banda filarmónica, já vem da época do reinado de D. Carlos [1889-1908]. Hoje integra 47 elementos entre os 12 anos e os 82 anos. Trazer jovens para a banda não é difícil. O que custa é adaptá-los à banda filarmónica, garante o dirigente. Nas aulas de música a colectividade tem 74 alunos mas muitos preferem tocar instrumentos como a viola ou o piano. Os namoros quando chegam também são responsáveis por levar alguns músicos para outras paragens. Nada que leve os responsáveis do Centro Cultural Azambujense a desistir. O amor à camisola é verdadeiro e os esforços multiplicam-se na organização de diversos eventos para angariar dinheiro para a colectividade. Uma viagem da banda à ilha do Pico, Açores, de 27 de Julho a 2 de Agosto, para um espectáculo, vai marcar a história de uma colectividade que já dobrou o século. Eduarda Sousa

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