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Esculturas de grandes dimensões ao ar livre na Barquinha

Esculturas de grandes dimensões ao ar livre na Barquinha

Museu ao ar livre com peças de artistas portugueses contemporâneos começam a ser instaladas em Setembro e têm como curador João Pinharanda

O projecto, num investimento superior a 2 milhões de euros, inclui uma galeria de exposições, construída no piso térreo do edifício dos paços do concelho, que recentemente sofreu obras de remodelação.

Edição de 03.08.2011 | Cultura e Lazer
As 11 peças escultóricas de grande dimensão que vão constituir o museu de escultura portuguesa contemporânea ao ar livre de Vila Nova da Barquinha começam a ser instaladas em Setembro, disse o presidente do município, Miguel Pombeiro (PS).Num projecto que está a ser desenvolvido em parceria com a Fundação EDP, o parque de esculturas contemporâneas, a instalar num vasto espaço verde (sete hectares) junto ao rio Tejo, vai acolher as peças concebidas propositadamente por 11 artistas plásticos portugueses com trabalhos desenvolvidos desde a década de 1960 até à actualidade.Desde a enorme peça escultórica, com três metros de altura, de Alberto Carneiro à estrutura feita com fitas por Joana Vasconcelos, o parque vai acolher peças de Alexandre Barata, Ângela Ferreira, Cabrita Reis, Cristina Ataíde, Fernanda Fragateiro, Pedro Croft, Rui Chafes, Zulmiro de Carvalho e Carlos Nogueira. Este museu ao ar livre tem como curador o historiador de arte João Pinharanda.“O ineditismo da iniciativa é o de, pela primeira vez, no mesmo local, estar o que é reconhecido como sendo o mais significativo da escultura portuguesa contemporânea”, diz Miguel Pombeiro. O autarca frisa que o projecto “não se esgota na colocação de esculturas”, abraçando toda a zona baixa da vila.O próprio parque onde será instalado, inaugurado em 2005, foi concebido pelos arquitectos paisagistas Joana Sena e Hipólito Bettencourt, numa intervenção que ganhou, em 2007, o prémio nacional de arquitectura paisagística em “espaços exteriores de uso público”.Com financiamento no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), o projecto, num investimento superior a 2 milhões de euros, inclui uma galeria de exposições, construída no piso térreo do edifício dos paços do concelho, que recentemente sofreu obras de remodelação.Conta ainda com um atelier de criação plástica, instalado na antiga Casa da Hidráulica, edifício que acolhe igualmente uma residência para artistas e onde funcionarão os serviços educativos.A parceria com a Fundação EDP materializa-se na oferta de uma das 11 esculturas (a concebida por Alberto Carneiro), na orientação técnica e científica da intervenção, na colaboração no comissariado e na programação e organização de exposições, para as quais disponibilizará o seu acervo.Miguel Pombeiro referiu que a intenção é todos os anos acrescentar conteúdos, temporários ou permanentes, criando uma dinâmica que irá “rivalizar” com o ex-líbris turístico da região, de forma a atrair os milhares de turistas que visitam o castelo templário do Almourol, para que a vila beneficie economicamente deste fluxo.Para Fernando Freire, vereador com o pelouro da Cultura, é preciso que as pessoas que fazem o percurso Évora/Almourol/Tomar/Fátima permaneçam no território, sendo preocupação dos municípios da região “cativar, levar a que haja alguma permanência, para que aqui também se possa gerar riqueza”. Uma forma de conseguir esta ligação à vila vai passar pelo início da ligação de barco ao castelo a partir do parque das esculturas, adiantou.
Esculturas de grandes dimensões ao ar livre na Barquinha

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