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As negociatas de Rui Barreiro

Edição de 03.08.2011 | Opinião
O meu amigo Francisco Moita Flores estampou-se numa entrevista ao jornal i. Disse aquilo que ninguém deve dizer quando está na política ou está político como também soe dizer-se, ou seja, que morria de fome se ganhasse só o ordenado de presidente da câmara que são cerca de três mil euros. Quando se candidatou já sabia que era assim. Ninguém lhe apontou uma pistola para ser candidato. Ser presidente da Câmara de Santarém com a confiança de uma população que lhe deu maioria vale, pelo menos, só em prestígio mais três mil euros (ou, quem sabe, trinta mil) . Bem visto ele ganha o dobro ou o triplo do que afirma. Noventa e nove por cento das pessoas que votaram nele ganham 4 vezes menos e sobrevivem. Para um discípulo de S. Francisco de Assis esta falha é imperdoável. Mas ele saberá redimir-se. Assim o esperam todos aqueles que confiaram nele e acreditaram no serviço público que prometeu realizar em Santarém.Serviço público, na minha opinião, é denunciar na praça pública o arrendamento ao CNEMA de instalações por verbas astronómicas. Rui Barreiro quando está político não faz serviço público; serve-se do que é público que é uma coisa bem diferente dos velhos hábitos e costumes herdados da polis.A fonte de rendimento que Rui Barreiro proporcionou ao CNEMA (que foi notícia de O MIRANTE na passada semana na edição Lezíria) é um bom exemplo da má utilização dos dinheiros públicos e dos servicinhos que os governantes se habituaram a fazer com a impunidade conhecida. Explico melhor: o Estado é proprietário da Estação Zootécnica de Santarém que é uma autêntica cidade dentro desta velha urbe escalabitana cheia de história. Na Estação Zootécnica de Santarém decorrem nesta altura obras para a instalação dos serviços da Direcção Regional de Agricultura. Não é preciso ter um diploma para perceber que nestas obras de adaptação das instalações, ou noutras, cabiam muito bem os serviços de Veterinária e das Florestas que agora vão para o CNEMA pagar uma renda milionária e assim servirem de fonte de rendimento ao senhor João Machado para que continue a gerir o CNEMA à sua boa maneira. É desta forma, e com estes expedientes malandros, que se faz em muitos casos a gestão dos dinheiros públicos. E é com estes governantes e estes dirigentes associativos que chegamos à situação que todos conhecemos e sentimos na pele.Quem conhece a Estação Zootécnica de Santarém, e o tamanho daquele espaço, e o número de edifícios e de instalações que estão construídas lá dentro; quem conhece esta realidade, como eu conheço e como conhecem quase todos os escalabitanos e muitos ribatejanos, não pode deixar de se indignar depois de saber desta negociata. Foi mais ou menos assim que algumas pessoas honradas da cidade me falaram e pediram que fizesse eco da sua indignação em nome de uma cidade e de uma região. JAE

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