
João Verde Costa
57 anos, massagista de recuperação, Vale de Óbidos (Rio Maior)
“O tempo pula e avança com uma rapidez estonteante. É uma das coisas que me cria alguma apreensão, a vida anda depressa demais. As pessoas estão a viver intensamente e, comparativamente há 30 anos, os anos actuais passam num flash”
A que político é que gostava de dar com uma moca de Rio Maior?Seguramente à política nacional de há 30 anos a esta parte, e não a um político em particular, porque não tem sido a melhor para o país. Como aliás mostra o enriquecimento de tantos face à pobreza de muitos. A nível internacional dava com a moca ao Kadhafi nesta altura. Pelo contrário, fascina-me Fidel Castro, pela “costela” ideológica e também pela personalidade e tenacidade. No restaurante, se a comida não agrada, come e cala ou reclama?Costumo reclamar, mesmo em restaurantes da minha confiança. Que figura feminina é que lhe agrada sobremaneira?Diria que a ex-governadora civil de Santarém, Sónia Sanfona (risos), que foi uma figura que me habituei a ver com alguma regularidade e, por isso, foi agradável. Era capaz de se oferecer para pôr creme nas costas a uma donzela na praia?Sim, à minha esposa naturalmente! Mas não recusaria pôr creme a alguém, desde que me fosse pedido, porque é algo que está próximo da minha área profissional.Que parte do corpo humano é mais difícil de massajar?Não encontro absolutamente nenhuma, há sensibilidades diferentes para qualquer das partes. A massagem que faço é mais de descarga, de drenagem total nos elementos principais do corpo. Já foi atendido por um médico imigrante? Gostou?Já fui atendido no Santa Maria por uma médica de nacionalidade espanhola, uma técnica de imunologia. Fizemo-nos perceber com uma pequena ressalva: nas primeiras consultas foi-lhe pedido que falasse mais lentamente para eu a perceber. Mas nada tenho contra médicos imigrantes, desde que sejam competentes. Férias de Verão são passadas bem é de corpo estendido ao sol na praia?Não, as minhas são passadas maioritariamente no concelho de Vila Nova de Cerveira, de onde o meu pai é natural. Eu nasci em Vila Praia de Âncora e sou filho da praia mas não aproveito a praia desde há muitos anos. Hoje sou muito mais fã da natureza.Como é que 2011 já vai em Setembro?De facto o tempo pula e avança com uma rapidez estonteante. É uma das coisas que me cria alguma apreensão, a vida anda depressa demais. As pessoas estão a viver intensamente e, comparativamente há 30 anos, os anos actuais passam num flash. A elevação de Rio Maior a cidade há 26 anos foi uma decisão justa ou injusta?Foi uma decisão justa. Nessa altura era membro da assembleia municipal e senti orgulho. Este era um passo que Rio Maior tinha que dar, uma dinâmica que o concelho, à época, precisava.

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