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Procura de cabazes hortofrutícolas esgota capacidade de resposta de pequenos agricultores

Procura de cabazes hortofrutícolas esgota capacidade de resposta de pequenos agricultores

Existe uma lista de espera de 100 pessoas interessadas em aderir ao projecto PROVE

Para fazer face ao número de solicitações a organização está a convidar novos produtores a aderirem ao projecto.

A procura de cabazes hortofrutícolas distribuídos semanalmente por meia dúzia de pequenos produtores da região de Abrantes excedeu as expectativas, tendo esgotado largamente a capacidade de resposta, disse um dos coordenadores do processo. O projecto PROVE - Promover e Vender é dinamizado em Abrantes, Constância e Sardoal pela TAGUS - Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, no âmbito do Programa Nacional de Desenvolvimento Rural.O objectivo é a promoção de novas formas de comercialização de circuito curto, nomeadamente de produtos agrícolas entre pequenos produtores e consumidores, contribuindo para o escoamento dos produtos locais.No Ribatejo Interior os cabazes hortofrutícolas começaram a ser comercializados em Setembro de 2010, tendo cerca de uma centena de consumidores aderido à iniciativa, comprometendo-se a adquirir um cabaz semanalmente sendo este composto por variadas frutas e vegetais, provenientes das hortas de seis produtores da região. O peso por cabaz varia entre os sete e os 9 quilos, ao preço unitário de dez euros.João Dias, produtor de agriões em modo biológico e um dos coordenadores do projecto PROVE em Abrantes, disse que, em apenas um mês o número de aderentes ao projecto subiu de 32 para 80 e que hoje, quase um ano volvido, “existe uma lista de espera de 100 pessoas” uma vez que os agricultores não têm capacidade de resposta a todas as solicitações.“Não há capacidade de resposta porque falamos de pequenos agricultores que estão dependentes do ciclo de desenvolvimento das plantas e que primam por preservar determinado modo de cultivo, sem a preocupação de um crescimento rápido e sem utilizarem químicos de síntese, procurando uma produção mais saudável e amiga do ambiente”, adiantou.António Augusto, um dos aderentes à iniciativa, destacou à Lusa o facto dos produtos serem produzidos em pequena escala e sem produtos químicos ou outros aditivos. “Para além disso”, acrescentou, “o cabaz é bem servido, quer em termos de diversidade e qualidade, e o preço é atractivo”.Elvira Batista, também ela aderente à iniciativa PROVE, defendeu a iniciativa tendo afirmado que as mais valias dos produtos que integram o cabaz passam “por serem produzidos localmente, fresquinhos e da época”. Segundo João Dias, o núcleo de Abrantes do projecto PROVE “foi a nível nacional o que mais aderentes teve na fase inicial e aquele onde o ritmo de crescimento é maior”, tendo apontado como razão a “relação de confiança que se estabeleceu entre quem produz e quem consome”.“As pessoas estão satisfeitas e passam a palavra e ao comprarem directamente ao produtor eliminam algumas margens comerciais e sabem que estão a adquirir produtos que lhes asseguram qualidade e segurança alimentar, uma vez que são produtos frescos e colhidos no próprio dia”, enfatizou. O responsável disse ainda que, para fazer face ao número de solicitações, a organização está a convidar novos produtores a aderirem ao projecto.
Procura de cabazes hortofrutícolas esgota capacidade de resposta de pequenos agricultores

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