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Cortes no pessoal marcam arranque do ano lectivo nos colégios privados de Fátima

Cortes no pessoal marcam arranque do ano lectivo nos colégios privados de Fátima

Depois da polémica suscitada com a possibilidade do corte dos apoios do Estado, o entendimento com o novo Governo parece ter sido alcançado
Depois de em Janeiro pais, alunos e professores dos três colégios de Fátima terem saído à rua em protesto e encerrado as escolas por dois dias contra os anunciados cortes do Governo no financiamento dessas instituições, o ano lectivo arranca com optimismo e esperança na nova gestão do país. As inscrições de novos alunos mantiveram-se e em alguns casos até aumentaram, mas as direcções destas escolas, que funcionam mediante contratos de associação com o Estado, tiveram que diminuir o número de turmas. Cerca de 10 por cento dos profissionais que trabalhavam nos colégios foram dispensados.“Tivemos que fazer adaptações necessárias”, explicou a O MIRANTE o director do Centro de Estudos de Fátima (CEF), Manuel Bento. “Tivemos que despedir professores e funcionários, cerca de 17 por cento do pessoal, mas estão reunidas as condições para o ano lectivo funcionar normalmente”.Para já ainda nada está decidido com o novo Governo, mas os valores que estão a ser discutidos são de 85.288 euros por turma, em vez dos cerca de 80 mil euros inicialmente propostos aos colégios e que motivaram manifestações similares por todo o país. “Achamos que o valor ideal seria os 90 mil euros por turma. Este valor que está em cima da mesa poderá não ser o ideal, mas permite-nos trabalhar até apurar a melhor quantia por turma”, explicou.No CEF o número de inscrições manteve-se semelhante a outros anos. “Sentimos que os pais continuam a confiar em nós e abrimos com o número de turmas que queríamos. O ano lectivo abre nas mesmas condições do ano passado, mas tivemos que reduzir em pessoal e pedimos um esforço aos que ficaram”. “Prestamos um serviço de dezenas de anos, um bom serviço, e não podemos ser tratados de forma selectiva. Nem tudo passa pelo dinheiro e exigimos respeito”. No Colégio do Sagrado Coração de Maria os cortes no pessoal foram cerca de 10 por cento. “Tivemos que fazer uma redução no corpo docente e alguns professores terão que reduzir horários”, explicou o director, Serafim Assunção. A procura de novos alunos, por outro lado, “foi bastante elevada, maior que nos anos anteriores”, frisou o responsável, não sabendo indicar um número exacto. “Mas tivemos que reduzir uma turma, pelo que houve necessidade de seleccionar nas inscrições”, explicou. As normas de selecção estão definidas por lei e passam por critérios como proximidade, irmãos na instituição, necessidades especiais, entre outras. “A nossa esperança é que se defina o custo justo por aluno e que possamos trabalhar em igualdade de circunstâncias”, comentou Serafim Assunção. O MIRANTE contactou ainda o Colégio de São Miguel, mas até ao fecho da edição não foi possível obter uma declaração da direcção da escola.
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