Seis milhões de euros para desafogar tesouraria da Câmara de Alcanena
Autarquia ultima plano de saneamento financeiro, que passa por empréstimo bancário, para regularizar dívidas de curto prazo a cerca de 200 fornecedores
“Não há nenhuma despesa na autarquia que não seja assinada por mim”, garantiu a presidente da Câmara Municipal de Alcanena, Fernanda Asseiceira (PS) a O MIRANTE após o terminar a última reunião de executivo camarário. A autarca referia-se ao plano de saneamento financeiro que tem vindo a ser elaborado no último ano e meio e que já foi enviado ao Tribunal de Contas (TC), entidade que, no entanto, pediu mais alguns dados que agora estão a ser ultimados.Caso esta entidade viabilize o documento, que ainda vai ser analisado e aprovado em reuniões de câmara e assembleia municipal a realizar em Setembro, permite que a autarquia contraia junto da banca uma verba de cerca de seis milhões de euros. Fernanda Asseiceira estima que até Outubro chegue o visto favorável, acrescentando que só depois da aprovação do Tribunal de Contas a câmara contratualizará os empréstimos com duas entidades bancárias que já se mostraram disponíveis: a Caixa Geral de Depósitos e o Montepio Geral.De acordo com a autarca, a injecção de 6 milhões permite honrar os compromissos assumidos com cerca de 200 fornecedores a 30, 60 e 90 dias, e que ascendem a esse montante. “ Tanto temos dívidas de 20 euros como de meio milhão”, atestou. Para conseguir convencer o Tribunal de Contas de que é merecedora desta benesse, a autarca refere que tem vindo a implantar um rigoroso plano de contenção de despesas que passa por cortes em combustíveis, energia eléctrica e em despesas com pessoal, mais concretamente com horas extraordinárias. Algo que foi dado a comprovar na própria reunião de câmara onde o ar condicionado da sala esteve sempre desligado, apesar do calor. Cortámos ainda nos combustíveis mas os resultados só não são tão palpáveis porque os preços aumentaram”, refere Fernanda Asseiceira. O empréstimo será amortizado no prazo de 12 anos. A autarca explicou ainda que a situação de sufoco financeiro agravou-se com o facto de o município ver, desde o passado mês de Março, retidos cerca de 78 mil euros mensais, na sequência de dívidas à ADSE, Segurança Social e Serviço Nacional de Saúde. “Vamos ter que continuar a poupar, e muito, nos próximos anos”, salientou.
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