
Destruir o que os exércitos de Napoleão não conseguiram
Um munícipe de Calhandriz, António Alfredo, leu na última reunião da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, realizada na quinta-feira à tarde, naquela freguesia, um excerto de um livro de dois autores estrangeiros (Norris e Bremner) intitulado “As Linhas de Torres Vedras: As Três Primeiras Linhas e as Fortificações ao Sul do Tejo”. Os dois autores alertam para o desvio que é necessário fazer actualmente para chegar ao Forte dos Sinais, fortificação nº 120, entre Alverca e Calhandriz, ao contrário do que acontecia em 1972, quando escreveram as primeiras notas sobre o tema. Na altura existia uma estrada de acesso ao local onde podiam circular automóveis. A ligação entre as várias fortificações construídas para proteger o território das invasões francesas está hoje interrompida em alguns percursos, o que desvirtua o espírito do sistema defensivo. Muitos caminhos estão bloqueados por portões da empresa Cimpor, proprietária de terrenos da zona.O que os exércitos de Napoleão não conseguiram fazer há 200 anos - destruir as linhas de torres - está agora a ser lentamente executado, concluem os estudiosos. Como o recado vem de fora pode ser que a câmara de Vila Franca entenda mexer na pólvora…

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