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Negociação com donos de terrenos atrasa arranque de obras no Rio Grande da Pipa

Comissão de moradores e assembleia de freguesia temem novas cheias no Inverno
Edição de 26.10.2011 | Sociedade
A obra de requalificação do rio Grande da Pipa, nos concelhos de Vila Franca de Xira e Alenquer, estão atrasadas e não se prevê quando possam começar. A situação está a preocupar a comissão de moradores da Vala do Carregado, Vila Franca, que teme cheias no Inverno, como as que aconteceram em Fevereiro e que provocaram elevados prejuízos nas habitações e no comércio. Os trabalhos que estavam previstos iniciarem-se este Verão só podem arrancar quando estiverem concluídas as negociações com os proprietários dos terrenos por onde vão passar as máquinas. “No momento não é possível apontar uma data concreta para o início da intervenção”, admite a Câmara de Vila Franca a O MIRANTE. Tudo porque do lado de Alenquer o processo de negociação com os proprietários não está concluído. No entanto, antes da chegada do Inverno, a Câmara de Vila Franca promete realizar alguns trabalhos nas margens do rio no sentido de minimizar os riscos de inundação. A requalificação do rio é falada desde 2007 mas só este ano foi lançado o concurso para a obra, que custará perto de 4,5 milhões de euros. O rio está assoreado e as suas margens cobertas de canas e outros lixos que impedem o normal fluxo das águas da chuva. Estas barreiras são responsáveis pelas inundações como as que aconteceram também em Outubro e Dezembro de 2010 com as águas a invadiram as habitações e o comércio.“Foram três cheias em três meses. Sabemos que a câmara tem feito obra na Vala do Carregado mas a intervenção de fundo no rio é a mais urgente porque se não se fizer nada até que as chuvas comecem vamos ter novamente problemas”, avisa Ricardo Fabião da comissão de moradores. Segundo o responsável “os moradores estão bastante preocupados” porque muitos dos estragos do último Inverno acabaram por não ser reparados “com a promessa de que o rio ia entrar em obra”, como é o caso do parque infantil que está fechado ao público devido ao abatimento de terras.A intervenção deverá abranger dois quilómetros e meio de extensão, desde 250 metros a jusante da ponte da Couraça, na estrada nacional 1, até à confluência com o Tejo. Paralelamente está também projectada a construção de um novo pontão sobre o rio Grande da Pipa, para substituição do actualmente existente e um plano de integração paisagística para recuperação das margens do rio e maximização das componentes ambiental e paisagística. A obra, depois de arrancar, terá uma duração estimada de quase dois anos. Numa moção aprovada por maioria na Assembleia de Freguesia de Castanheira do Ribatejo, no dia 30 de Setembro, os autarcas consideram ser “urgente e inadiável” a intervenção nas margens do rio Grande da Pipa e apelam à Câmara de Vila Franca que faça “tudo o que estiver ao seu alcance” para iniciar as obras e agilizar os processos que permitam consolidar as margens “que se encontram muito fragilizadas”. O MIRANTE contactou a câmara municipal de Alenquer sobre esta matéria mas nenhuma resposta nos foi dada até à data de fecho desta edição.

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