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Moita Flores diz que ser presidente de câmara é um serviço que presta

Edição de 29.11.2011 | Política
Se a festa brava acabasse em Portugal pelo menos duas freguesias do concelho de Santarém, onde o sustento vem das ganadarias, desapareciam. A afirmação é do presidente da Câmara de Santarém, Francisco Moita Flores (PSD), na tertúlia da Cabana dos Parodiantes, em Salvaterra de Magos, onde foi convidado. O autarca recordou, perante uma casa repleta de admiradores, os tempos em que foi forcado na sua terra natal, Moura (Alentejo). O facto de ter crescido num monte, rodeado de cavalos e toiros, fê-lo admirar a festa dos toiros.Para o também escritor, quem gosta de assistir a uma corrida de toiros tem direito de o fazer. Moita Flores considera que as pessoas que vivem nos meios mais urbanos estavam a ser os “inquisidores” da festa brava e que por isso decidiu avançar com a petição em defesa desta tradição. “O problema dos novos grupos, que surgem sobretudo nos meios urbanos, é um problema de intolerância contra o outro e isso não pode acontecer. Temos que nos respeitar. A tolerância só existe se houver respeito pela tolerância do outro”, afirma. Francisco Moita Flores confessa que é para a escrita que vive. Ser presidente de câmara é um serviço que presta. Diz que falta fazer algumas “coisinhas” na autarquia e depois pode entregar-se à vida literária de forma “activa”. Actualmente está a escrever o novo romance sobre Luísa de Gusmão, espanhola que se tornou rainha de Portugal ao casar com D. João IV, e que está previsto ser lançado dentro de um ano. Entretanto, também escreveu um filme, intitulado “Encosta-te a Mim”, e que vai ser produzido, em breve, pela RTP. Uma história que surgiu depois de ouvir a música com o mesmo nome do cantor português Jorge Palma.

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