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Politécnicos admitem acabar com alguns mestrados

Edição de 06.12.2011 | Economia
O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) disse segunda-feira que os cortes nas instituições que representa passarão mais pela redução da oferta formativa do que pela dispensa de professores contratados. Em declarações à Lusa, Sobrinho Teixeira adiantou que os politécnicos vão fazer uma análise dos cursos “que é pertinente ou não continuarem a funcionar”, desde especializações tecnológicas (CET) a licenciaturas e, sobretudo mestrados. Esta reavaliação fará com que no próximo ano lectivo haja “menos mestrados a funcionar pela fraca atractividade”, assim como outras ofertas formativas, o que poderá traduzir-se também “em menor contratação de pessoas, nomeadamente a tempo parcial”.O presidente do CCISP garante, no entanto, estar afastada a possibilidade que chegou a admitir de dispensa de centenas de professores contratados quando foi conhecida a proposta inicial do Governo para o Orçamento de Estado (OE) para 2012. O corte de 8,5 no financiamento do Ensino Superior mantém-se, mas, de acordo com Sobrinho Teixeira, a versão final do OE deixou de fora o que as instituições classificaram de uma “limitação à sua autonomia”.“A possibilidade que se vislumbra de, sem aumentar a massa salarial referente a 31 de Dezembro de 2011, em 2012 pudermos fazer contratações, é um aspecto muito positivo porque isso permite uma gestão muito eficaz daquilo que é a atividade docente e de investigação das instituições”, afirmou. Outra alteração com que o presidente do CCISP se congratula é a não cativação de 2,5 por cento do orçamento destes organismos, o que “iria limitar” as instituições de ensino superior, concretamente na candidatura de projectos a fundos comunitários. “Eu diria que era quase uma atitude pouco inteligente (do Governo) estarmos a fazer cativações sobre receitas próprias das instituições porque estaríamos a limitar a sua capacidade de captar dinheiro de fora para dentro do país e estaríamos também a limitar a vontade de que mais projectos existam e maior captação de receitas possa haver”, considerou.

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