
Alberto Santos Almeida diz que cura qualquer pessoa
Alberto Santos Almeida diz que cura qualquer pessoa
Esta entrevista é para adultos com sólida formação intelectual. Não deve ser lida por pessoas facilmente impressionáveis. Alguns leitores poderão sorrir ou até rir à gargalhada. O entrevistado não se importa porque se sente seguro do que diz. O leite é um veneno. A doença um pecado. A quimioterapia é condenável.
Alberto Santos Almeida tem 83 anos. Conta que quando andava pelos 46 anos um médico deu-lhe pouco tempo de vida. Recusou o diagnóstico e afirma que se curou a si próprio com recurso a produtos naturais. Depois quis salvar mais pessoas e dedicou-se em exclusivo à medicina alternativa. Diz já ter lido mais de 10 mil livros e que nenhum deles era romance ou livro de poesia. Só livros relacionados com a sua actividade. Para quem se interessa por estatísticas diremos que dá uma média de leitura de um livro por dia durante trinta anos. Mais extraordinário se pensarmos que tem apenas a antiga 4ª classe. A viver em Fátima, Alberto dos Santos Almeida é natural do concelho de Aveiro. Mudou-se para a cidade santuário por questões profissionais. É por ali que passam quase todos os doentes de Portugal e do mundo católico. Todos procuram a cura através da fé e, em desespero de causa, quem pode rejeitar a ajuda de um “técnico de medicinas alternativas” como se auto-intitula. Aos nove anos, depois de concluir o ensino básico trabalhou na agricultura. Mais tarde interessou-se por assuntos de electricidade quando a electricidade era ainda uma criança e chegou a fazer instalações eléctricas. “Também arranjava rádios”, conta. “Sempre fui doente”, refere. “Sofria muito com o reumatismo”, recorda. A narrativa ganha contornos dramáticos. “Aos 46 anos um médico deu-me pouco tempo de vida. Chegado a casa após a consulta, de forma quase casual, pensei tratar-me através das urtigas. Curei-me comendo apenas sopa de urtigas durante 45 dias. Toda a gente pensava que eu ia morrer e eu fiquei bom. As pessoas começaram a pedir-me ajuda”.Renasceu para a vida através do milagre curativo das urtigas. Nem a igreja nem a medicina reconheceram o fenómeno curativo das plantas que picam e provocam alergias. Gente de pouca fé e de menos bestunto ainda. Alberto dos Santos Almeida fez das medicinas alternativas o seu santuário e nunca mais de lá saiu. Deitou as instalações eléctricas e os rádios avariados às urtigas e sintonizou-se noutra onda. Tornou-se “técnico” de curas. Sabe que é desacreditado por muitos. Mesmo por ex-clientes. Mas nada que o preocupe. Afirma que trabalhou um mês no Instituto Paracelso e que esse mês lhe valeu pelos anos todos de uma faculdade de medicina com internato especialização e tudo. Vendeu produtos do Instituto e refere uma posterior passagem pelas ervanárias do norte do país, onde se manteve durante 15 anos em complexos processos de cura. Com toda a naturalidade conta já que lhe apareceram pela frente todo o tipo de doentes. Muitos já em estado terminal. Alguns a quem os médicos já desenganaram e condenaram à morte. Nada que aflija Alberto dos Santos Almeida. A resposta para todos é sempre a mesma. “Consigo-os curar desde que sigam o tratamento que lhes prescrevo e mantenham a fé na cura. As pessoas mais difíceis de tratar são aquelas que só acreditam na medicina e nos fármacos”, declara do alto da sua cátedra.A meio da conversa com O MIRANTE faz uma breve incursão pelo divino. “A doença é um pecado. O corpo não é nosso, foi Deus que no-lo deu. Se não o tratamos bem é um pecado”. Alberto Santos Almeida afirma que já teve doentes cancerosos e os únicos que não se curaram foram os que não acreditaram na possibilidade da cura. Por vezes passa a noite de serviço, ao telefone, dado instruções aos pacientes de como devem agir. “A quimioterapia é das piores coisas que se pode fazer a um doente. Deus está no subconsciente e é ele que manda. É do subconsciente que deve partir a cura”, sentencia. Para ele os nossos males têm origem naquilo que comemos. Dá o exemplo do leite que compara a um veneno. “Em cada 100 pessoas que estão no hospital, 40 a 60 estão por causa do leite. Quando me aparece um doente em cadeira de rodas, verifico que quase sempre se trata de uma pessoa que como muitos produtos lácteos”.A família não o compreende. Os médicos também não. Muitas pessoas não acreditam nele mas Alberto Santos Almeida não desiste. Proclama que desde que começou a curar ajudou uma média de cinco pessoas por dia. Basta fazer as contas, como diria o ex-Primeiro Ministro António Guterres. Qualquer coisa como 67.500 sofredores. Diz ter a consciência tranquila e refere que nunca pensou em desistir do caminho que escolheu nas medicinas alternativas. “Pessoas com pensamentos negativos não conseguem nada”, afirma.

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