
Carlos Carrão assume presidência da Câmara de Tomar nos próximos dois meses
Presidente da autarquia Corvelo de Sousa suspendeu mandato por motivos de doença
Invocando motivos de doença, o presidente da Câmara Municipal de Tomar, Corvêlo de Sousa (PSD), apresentou um pedido de suspensão de mandato por 60 dias, com efeitos a partir de quinta-feira, 22 de Dezembro. Deste modo, o vice-presidente da autarquia, Carlos Carrão (PSD), sobe a presidente e entra no elenco do executivo camarário o número 4 da lista do PSD, José Perfeito, 61 anos, engenheiro reformado da Câmara de Tomar e membro da Comissão Central da Festa dos Tabuleiros. Com a decisão de Corvêlo de Sousa, Carlos Carrão assume “na plenitude” as funções de presidente da câmara e terá de nomear uma nova equipa de secretários, adjuntos e chefe de gabinete, além da redistribuição dos pelouros à vereação, tendo em conta que o novo cenário implica a entrada de um novo vereador.“Tendo em conta que vamos ter três vereadores a tempo inteiro e que eu já concentrava as principais pastas governativas, vou fazer uma redistribuição de pelouros tendo em conta uma divisão mais equilibrada”, disse o autarca.Carlos Carrão, que concentra actualmente as pastas da divisão financeira, obras municipais, feiras e mercados, desporto e cultura, urbanismo, protecção civil e bombeiros, disse ainda estar disponível para “alargar o exercício do poder e trabalhar com a oposição em busca de consensos e em prol da estabilidade da acção governativa”, tendo vincado que vai assumir algumas das principais pastas de governo autárquico.Corvêlo de Sousa já se encontrava de baixa médica desde o dia 23 de Novembro, pouco tempo depois de O MIRANTE noticiar que o PSD estaria a exercer pressões para que abandonasse o cargo e passasse a presidência do município a Carlos Carrão. Fonte do PSD garantiu mesmo ao nosso jornal nessa altura que Corvêlo de Sousa não voltaria à câmara. Nessa mesma semana, e já com Corvêlo ausente, rompeu-se a coligação entre PSD e PS que garantia a governabilidade da câmara, onde o PSD não tem a maioria absoluta. A cisão levou à retirada dos pelouros aos dois vereadores socialistas no executivo e, dias mais tarde, ao chumbo do orçamento camarário para 2012, já que toda a oposição (2 vereadores do PS e 2 vereadores do movimento Independentes por Tomar) votou contra. O PSD tem apenas três elementos no executivo.O pedido de suspensão de mandato agora apresentado por Corvêlo de Sousa foi aprovado por unanimidade em reunião de câmara realizada a 22 de Dezembro. Antes da deliberação, o vereador socialista Luís Ferreira argumentou que o pedido de suspensão de mandato não era passível de uma decisão do executivo camarário, solicitando a presença da chefe de Divisão dos Serviços Jurídicos da autarquia para que a questão fosse esclarecida. Chamada ao salão nobre, Dília Gomes, munida da legislação, confirmou que o pedido de suspensão, por se tratar de uma pretensão, carecia mesmo de uma deliberação do executivo.

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