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Carlos Carrão assume presidência da Câmara de Tomar nos próximos dois meses

Carlos Carrão assume presidência da Câmara de Tomar nos próximos dois meses

Presidente da autarquia Corvelo de Sousa suspendeu mandato por motivos de doença
Edição de 28.12.2011 | Política
Invocando motivos de doença, o presidente da Câmara Municipal de Tomar, Corvêlo de Sousa (PSD), apresentou um pedido de suspensão de mandato por 60 dias, com efeitos a partir de quinta-feira, 22 de Dezembro. Deste modo, o vice-presidente da autarquia, Carlos Carrão (PSD), sobe a presidente e entra no elenco do executivo camarário o número 4 da lista do PSD, José Perfeito, 61 anos, engenheiro reformado da Câmara de Tomar e membro da Comissão Central da Festa dos Tabuleiros. Com a decisão de Corvêlo de Sousa, Carlos Carrão assume “na plenitude” as funções de presidente da câmara e terá de nomear uma nova equipa de secretários, adjuntos e chefe de gabinete, além da redistribuição dos pelouros à vereação, tendo em conta que o novo cenário implica a entrada de um novo vereador.“Tendo em conta que vamos ter três vereadores a tempo inteiro e que eu já concentrava as principais pastas governativas, vou fazer uma redistribuição de pelouros tendo em conta uma divisão mais equilibrada”, disse o autarca.Carlos Carrão, que concentra actualmente as pastas da divisão financeira, obras municipais, feiras e mercados, desporto e cultura, urbanismo, protecção civil e bombeiros, disse ainda estar disponível para “alargar o exercício do poder e trabalhar com a oposição em busca de consensos e em prol da estabilidade da acção governativa”, tendo vincado que vai assumir algumas das principais pastas de governo autárquico.Corvêlo de Sousa já se encontrava de baixa médica desde o dia 23 de Novembro, pouco tempo depois de O MIRANTE noticiar que o PSD estaria a exercer pressões para que abandonasse o cargo e passasse a presidência do município a Carlos Carrão. Fonte do PSD garantiu mesmo ao nosso jornal nessa altura que Corvêlo de Sousa não voltaria à câmara. Nessa mesma semana, e já com Corvêlo ausente, rompeu-se a coligação entre PSD e PS que garantia a governabilidade da câmara, onde o PSD não tem a maioria absoluta. A cisão levou à retirada dos pelouros aos dois vereadores socialistas no executivo e, dias mais tarde, ao chumbo do orçamento camarário para 2012, já que toda a oposição (2 vereadores do PS e 2 vereadores do movimento Independentes por Tomar) votou contra. O PSD tem apenas três elementos no executivo.O pedido de suspensão de mandato agora apresentado por Corvêlo de Sousa foi aprovado por unanimidade em reunião de câmara realizada a 22 de Dezembro. Antes da deliberação, o vereador socialista Luís Ferreira argumentou que o pedido de suspensão de mandato não era passível de uma decisão do executivo camarário, solicitando a presença da chefe de Divisão dos Serviços Jurídicos da autarquia para que a questão fosse esclarecida. Chamada ao salão nobre, Dília Gomes, munida da legislação, confirmou que o pedido de suspensão, por se tratar de uma pretensão, carecia mesmo de uma deliberação do executivo.
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