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Unidade de tratamento de resíduos da Resitejo vai fornecer combustível à indústria cimenteira

Concurso público internacional está em fase de análise de propostas e investimento ronda os 16 milhões de euros

Com esse equipamento reduz-se substancialmente o volume de lixo a ser depositado no aterro sanitário e fica definido o destino do lixo doméstico de dez municípios da região para as próximas décadas.

A Resitejo - Associação de Gestão e Tratamento dos Lixos do Médio Tejo está a analisar as propostas que lhe chegaram visando a construção de uma unidade de tratamento mecânico biológico de lixo doméstico não reciclável que tem como finalidade a produção de combustíveis derivados de resíduos (CDR) para serem consumidos pela indústria cimenteira.“É um projecto que deve rondar os 16 milhões de euros. Neste momento a Resitejo tem cerca de 10 milhões de euros de fundos comunitários assegurados, tem um empréstimo de 3,2 milhões de euros do Banco Europeu de Investimento já aprovado e está a negociar com um parceiro privado a possibilidade de poder financiar a verba restante. É uma empresa ligada à área dos cimentos, mas neste momento não posso adiantar mais”, revelou ao nosso jornal o administrador executivo da Resitejo, Diamantino Duarte, durante uma entrevista de fundo a publicar na edição de 12 de Janeiro de O MIRANTE.Essa unidade sucede ao projecto da central de compostagem previsto há já alguns anos e que não chegou a concretizar-se, apesar de ter sido também aberto um concurso público internacional visando a sua construção.Com o processo do tratamento mecânico biológico deixará praticamente de ir matéria orgânica para o aterro sanitário, o que vai aumentar em muito o tempo de vida das células que no Eco Parque do Relvão recebem o lixo doméstico dos dez concelhos do distrito de Santarém associados: Alcanena, Chamusca, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Golegã, Santarém, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.Diamantino Duarte diz que o problema do depósito do lixo desses concelhos não fica resolvido só na próxima década mas definitivamente. “Das cerca de 100 mil toneladas de resíduos que recebemos anualmente para aterro só irão depois cerca de 15 por cento, que serão os resíduos sem qualquer aproveitamento”, afirma. A Resitejo confrontou-se nos últimos anos com dificuldades de tesouraria resultantes do facto de alguns municípios não pagarem atempadamente o serviço de deposição dos resíduos em aterro, mas as coisas actualmente parecem estar a entrar no bom caminho. “As duas câmaras com dívidas mais elevadas, Santarém e Torres Novas, estabeleceram planos de pagamento que estão a ser cumpridos”, diz Diamantino Duarte.“A saúde financeira da Resitejo está boa. A de tesouraria é que tem alguns problemas. Em termos financeiros vamos terminar o ano mais uma vez com resultados positivos”, diz o administrador, reconhecendo que se as câmaras não cumprissem com os acordos estabelecidos os problemas de tesouraria tinham-se agravado. “Felizmente os senhores presidentes de câmara aperceberam-se atempadamente dessa situação. Também temos vindo a criar outro tipo de mercado que permite arrecadar algumas receitas que possibilitam o pagamento das despesas fixas, como as do pessoal e energia. A Resitejo hoje já não depende a 100 por cento da facturação das câmaras municipais. Cerca de 30 por cento do orçamento é suportado pela prestação de serviços a privados”, conclui.

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