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Moita Flores quer acabar com abusos nas horas extra na Águas de Santarém

Presidente da câmara diz que há estratagemas pouco claros na distribuição de serviços fora do horário normal
Edição de 08.02.2012 | Política
O presidente da Câmara de Santarém, Francisco Moita Flores (PSD), garantiu na última reunião do executivo que o piquete de prevenção da empresa municipal Águas de Santarém (AS) vai continuar a garantir os serviços fora do horário normal de expediente, como a resposta rápida em caso de rotura na rede pública de abastecimento de água.Confrontado com essa questão pelo vereador socialista António Carmo, Moita Flores afirmou que esse piquete de prevenção continuará a existir, mas garantiu que vai acabar com “estratagemas e outros mecanismos, alguns graves”, na distribuição de serviços e horas extraordinárias.Moita Flores diz que a administração da AS, de que também é presidente, está a trabalhar para esclarecer “factos menos claros” relacionados com as horas extraordinárias “e de que forma são produzidas”, mas que isso não vai colocar em causa a assistência fora de horas.“Há situações de privilégio que não vão continuar. A austeridade chegou para todos e não pode haver meia dúzia de chico-espertos a continuar a pensar que enganam todos ao mesmo tempo o tempo todo”, continuou Moita Flores, acrescentando que em causa está a criação de mecanismos de controlo que permitam aferir da necessidade da realização de trabalho fora das horas de serviço e se o mesmo foi executado ou não.António Carmo disse ter informações que davam como certo o fim dos piquetes a partir das 18h00 durante os dias úteis (actualmente é até às 22h00), e que ao sábado esse serviço apenas seria garantido entre as 08h30 e as 16h00. “Se é assim é caso para dizer que a Águas de Santarém cobra cada vez mais e presta cada vez menos serviços”, ressalvou.Moita Flores aproveitou a deixa para criticar o comunicado posto a circular pelo PS concelhio durante o fim de semana onde se criticava o aumento da factura da água no concelho e se referia que o preço da água em Santarém é superior em cerca de 30 por cento ao dos concelhos que integram a empresa intermunicipal Águas do Ribatejo.Classificando essa posição como “folclore”, Moita Flores voltou a sublinhar que perante as directrizes comunitárias o preço da água tem que estar uniformizado em todos os concelhos em 2015 e será bem mais alto do que o que actualmente se verifica. Referiu que a política em Santarém tem sido a de aumentar gradualmente o valor da tarifa para amenizar o impacto sobre os cidadãos quando essa medida entrar em vigor.

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