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Antigo comerciante de Vila Franca perdeu poupanças de uma vida de trabalho

João Victor da Graça, antigo dono da Agência Arena, diz que perdeu dez mil euros que tinha acabado de levantar no banco

João Victor da Graça, natural de Vila Franca de Xira, está inconsolável. Comunicou o caso à Polícia de Segurança Pública mas confessa que tem pouca esperança de reaver o dinheiro.

Edição de 08.02.2012 | Sociedade
O ex-proprietário da Agência Arena e Papelaria Victor em Vila Franca de Xira perdeu em poucos minutos as poupanças de uma vida de trabalho. João Victor da Graça, 75 anos, foi à Caixa Geral de Depósitos da cidade levantar dez mil euros para comprar um carro e perdeu o envelope com o dinheiro junto do tribunal a menos de 200 metros da dependência bancária. Duas semanas depois o antigo comerciante já não tem esperança em recuperar o montante que amealhou ao longo de 35 anos. João Victor da Graça comunicou o caso à PSP que confirma que o dinheiro foi levantado na dependência bancária. Colocou um anúncio em O MIRANTE a oferecer uma recompensa mínima de 500 euros para quem lhe entregasse o dinheiro, mas até agora não teve notícias. Numa altura de crise o azar de João Graça foi a sorte de quem por mero acaso encontrou o envelope no chão. E o ex-comerciante diz que aprendeu a lição de não levantar dinheiro e andar com ele.Tudo aconteceu a 26 de Janeiro. Pelas 10h40 o empresário que está reformado deslocou-se ao balcão da Caixa e levantou os 10 mil euros, que lhe foram entregues em dois maços de cinco mil euros cada, em notas de cinquenta euros. O funcionário avisou-o que era perigoso andar com tanto dinheiro no bolso. “Por isso agarrei logo no dinheiro e meti-o dentro do bolso”. João Victor da Graça foi almoçar e ficou de se encontrar com a filha no fim da refeição. Foi quando reparou que o envelope tinha desaparecido. O comerciante percorreu todas as ruas onde tinha estado, entrou e saiu de estabelecimentos. Perguntou a várias pessoas que passavam na rua se tinham visto alguma coisa. “Quem encontrou aquele dinheiro sabe que ele faz falta a alguém, porque não é um valor pequeno”, partilha.Se fosse João Graça a encontrar o envelope garante que o devolvia. “Já encontrei duas carteiras numa loja, uma delas com um anel de ouro dentro e sempre entreguei à polícia”, conta. Diz que naquele dia não pensou em fazer uma transferência bancária ou usar um cheque. Confiou no instinto. “Quis levantá-lo e parece que estava destinado a perdê-lo”, conta. O seu aviso para outras pessoas é que evitem cair no mesmo erro. “Nunca levantem dinheiro no banco”, conclui.

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