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O formador que decidiu experimentar a aventura do associativismo

O formador que decidiu experimentar a aventura do associativismo

Hugo Ferraz é técnico de serviços da Associação Empresarial do concelho de Ourém há seis anos

O chefe de serviços da ACISO tem a responsabilidade de lidar directamente com os empresários associados.

Edição de 29.02.2012 | Identidade Profissional
Hugo Ferraz, 39 anos, iniciou o seu percurso profissional na Escola Profissional de Ourém onde foi formador interno nas áreas de contabilidade, gestão e informática. Licenciado em Gestão Comercial e Marketing pelo Instituto Superior de Ciência do Trabalho e Empresas (ISCTE), esteve na escola durante cerca de sete anos até decidir mudar de ares.Um elemento da direcção da ACISO - Associação de Comércio, Indústria e Serviços do Concelho de Ourém - desafiou-o a experimentar o associativismo empresarial. Hugo Ferraz confessa que, na altura, não tinha “verdadeira” noção de tudo o que envolvia a associação. Como precisava de uma “nova aragem” decidiu arriscar e partir à aventura. Já lá vão seis anos e não se arrepende da decisão que tomou.Hugo Ferraz é chefe de serviços da ACISO e tem a responsabilidade de lidar directamente com os empresários associados. “Quando cheguei a ACISO não tinha ninguém que desse apoio directo aos associados e esta é uma vertente muito importante que pode fazer com que os empresários valorizem mais ou menos o papel da associação que os representa”, explica a O MIRANTE durante a entrevista que decorreu na sede da associação no centro de Ourém.Se os empresários têm dúvidas ou precisam de tratar de diversos assuntos relacionados com a sua empresa é Hugo Ferraz quem intervém. As situações mais recorrentes passam pelos pedidos de dísticos como letreiros para os cafés e restaurantes ou assuntos que envolvam toda a burocracia com que uma empresa tem que lidar. “Ajudo-os a estarem informados e dentro da leis”, esclarece.A sua primeira prova de fogo foi quando a ASAE - Autoridade de Segurança Alimentar e Económica - apareceu em força. Uma das primeiras grandes acções foi sobre o comércio, restauração e hotelaria em Fátima. Foi aí que Hugo Ferraz percebeu que o seu papel na ACISO poderia ser muito mais amplo do que imaginava. “Percebi que havia deficiências ao nível do contacto da associação com os empresários do concelho e esta situação foi muito importante porque criou uma ligação maior com os associados. A partir desta altura houve um estreitamento de relações muito grande que se mantém até hoje”, afirma.Não é jurista mas é a quem todos recorrem quando precisam de saber o exacto funcionamento da lei. Muitas vezes são os próprios associados que alertam para “novidades” ou “alterações” na lei através do ‘diz-que-disse’. “Tenho que estar ao corrente de todas as leis que saem diariamente”.Para Hugo Ferraz um dia nunca é igual ao anterior. O chefe de serviços estabelece regularmente uma listagem de actividades urgentes a realizar mas aparecem diariamente imprevistos que alteram o que estava previamente delineado. Não deixa, no entanto, de executar os trabalhos que exijam prazos.Segundo Hugo Ferraz, os associados valorizam muito os apoios e incentivos que surgem e o seu papel na ACISO é também garantir a efectivação das candidaturas. Tal tarefa exige um grande acompanhamento da sua parte o que já o levou, no ano passado, ao médico que o aconselhou a abrandar o ritmo. Agora entra ao serviço às nove da manhã e “tenta” não sair muito depois das 20h00. “Antes ia jantar a casa e voltava para o escritório para continuar a trabalhar e o corpo ressentiu-se desse excesso de trabalho”, confessa.Hugo Ferraz refere que actualmente existem menos empresários no concelho de Ourém e o número de empresas em dificuldade tem vindo a aumentar. Está-se, no entanto, a verificar um “fenómeno” de substituição de antigos comerciantes por jovens empresários. “Tem havido um esforço grande entre a ACISO e a autarquia para desenvolver uma estratégia articulada que possa potenciar, por um lado, o aparecimento de novas empresas e também dar apoio e alento a todo o tecido empresarial que se mantém instalado”, afirma acrescentando que Ourém é um concelho de oportunidades que se distingue por uma dinâmica empresarial “invejável”.
O formador que decidiu experimentar a aventura do associativismo

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