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Isabel Costa

50 anos, empresária, Tomar

“O esvaziamento do hospital de Tomar já vem sendo feito há uns anos mas a maioria das pessoas não se apercebeu. Não é agora, depois de tudo ter saído, que vão voltar a colocar as valências retiradas”

Edição de 18.04.2012 | Agora falo eu
Costuma comemorar o 25 de Abril?Estava em Luanda quando se deu a revolução e vivi os piores momentos porque fui forçada a regressar a Portugal. Foi muito difícil. Hoje não ligo muito a este feriado no calendário nem costumo assistir às cerimónias oficiais. Os discursos não me atraem absolutamente nada. Já alguma vez foi assaltada ou presenciou um assalto? Sim, há muitos anos, à porta do liceu onde estudava, em Lisboa. Tentaram roubar-me o fio mas não conseguiram porque o protegi com as mãos. A polícia estava por perto e não fez nada. Temos que estar bastante atentos porque, nessas alturas, só contamos com nós mesmos. Até à data não me voltou a acontecer.Já alguma vez fez voluntariado numa instituição social?Como voluntária não mas ajudo os outros, por minha iniciativa, naquilo que for preciso. Por exemplo, quando tenho coisas que já não utilizo gosto de dar a quem precisa. Já trabalhei em lares e centros de dia e acabamos também por ser voluntárias nesta área.Costuma ir à escola dos seus filhos saber como está a correr o ano lectivo?Sim, estou sempre presente. Quando as minhas filhas eram mais pequenas ia sempre à escola saber do seu comportamento, participar nas reuniões a que era chamada pelos professores, para ir buscar as notas. É muito importante para os nossos filhos saberem que temos interesse e participamos activamente na sua vida escolar.Tem algum animal de estimação?Sim, tenho três cães. Como vivo fora da cidade, tenho uma casa com bastante espaço, onde eles andam à vontade. São uma companhia e um guarda que temos em casa. Os meus cães funcionam como um pequeno alarme uma vez que quando alguém se aproxima dão logo sinal. Nesta altura de crise, como se combate o desânimo?Acho que é nestas alturas que temos que arregaçar as mangas e ir à luta. Eu estava desempregada há dois anos e criei a minha empresa de limpezas há um ano porque não podia estar sem fazer nada. O único incentivo que tive foi receber, de uma única vez, cerca de um ano de subsidio de desemprego que ainda tinha a haver.Foi a alguma manifestação pró-hospital de Tomar?Não. O esvaziamento do hospital já vem sendo feito de há uns anos a esta parte mas a maioria das pessoas não se apercebeu. Não é agora, depois de tudo ter saído, que vão voltar a colocar as valências retiradas. Se fosse presidente da Câmara de Tomar as suas prioridades seriam…Mandava construir um shopping para dar mais animação e trazer mais gente de fora à cidade e fazer com que o nosso hospital voltasse a ser o que era dantes. Qual o lema que guia os seus passos?Gosto muito de me deitar no meu travesseiro, de consciência tranquila e dormir uma boa noite de sono descansada. Quero ter saúde para trabalhar. O resto vem por acréscimo.

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