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“Esta é uma boa altura para comprar um Peugeot porque nunca existiram tantas oportunidades como hoje em dia”

“Esta é uma boa altura para comprar um Peugeot porque nunca existiram tantas oportunidades como hoje em dia”

Responsável da Pedro Lamy de Vila Franca de Xira diz-se motivado na procura de novas soluções

António Martinho, director-geral do concessionário Peugeot Pedro Lamy de Vila Franca de Xira, um dos maiores concessionários de automóveis da região, acredita que quem encontrar soluções inovadoras para vencer o actual momento, vai ficar muito mais forte.

Edição de 18.04.2012 | Economia
Há marcas de automóveis mais afectadas pela crise que outras. Em que zona se situa a Peugeot?É verdade que estamos no meio de uma tempestade mas também é verdade que a Peugeot é a marca melhor preparada para ultrapassar esta situação. Nunca a Peugeot teve um conjunto de produtos tão vasto, para todos os tipos de clientes, desde o premium ao utilitário. Numa conjuntura destas a Peugeot fez o lançamento de um híbrido diesel, primeiro no 3008 e depois no 508. Estamos prestes a lançar um novo utilitário que se encaixa nesta conjuntura, o 208, que terá preços fantásticos com motores de baixa cilindrada e amigos do ambiente que permitem baixos consumos.Numa linguagem automobilística pode dizer-se que a Pedro Lamy está a fazer uma condução prudente devido a haver óleo na pista, digamos assim, ou não lhe passa pela cabeça tirar o pé do acelerador?As nossas linhas estratégicas nunca mudaram. Continuamos a apostar na diferenciação. Isso deu-nos um tal nível de notoriedade que o cliente que quer comprar um carro não toma a sua decisão sem nos visitar. Continuamos a apostar na qualidade do nosso serviço e na disponibilidade, proximidade e profissionalismo. Todos os anos fazemos o nosso plano de negócios onde estimamos quanto conseguimos facturar e adaptamos os nossos custos a essas receitas para que os accionistas tenham a sua rentabilidade e honrem os seus compromissos.Esta empresa entre os dias 25 e 27 tem sempre os ordenados pagos. Essa, alem da rentabilidade dos accionistas, é a nossa grande preocupaçãoNo sector imobiliário defende-se que a situação poderá melhorar rapidamente se a banca voltar a emprestar dinheiro aos particulares. E no sector automóvel?O problema não pode ser visto tão linearmente. Os bancos emprestam dinheiro de acordo com a avaliação de risco que efectuam a cada operação. Quando a escassez de liquidez é maior é natural que sejam mais rigorosos na avaliação do risco. Isto é o mercado a funcionar. Actualmente os bancos estão com alguns problemas de liquidez. É fundamental que equilibrem os seus balanços e que se fortaleçam. Deste modo voltarão a conseguir captar recursos. Quanto mais cedo isso acontecer melhor, pois é vital que o sistema volte a funcionar, ou seja, que os bancos consigam voltar a financiar empresas e particulares. Sem isso não há investimento, não há criação de emprego e não há consumo.Nos Estados Unidos há associações que lutam para que o apoio à compra de automóvel seja incluído nas políticas de apoio ao emprego porque consideram que sem carro a maioria dos desempregados não tem qualquer hipótese de trabalhar. Em Portugal faz sentido reivindicar algo idêntico?Deveria ser novamente introduzido o incentivo ao abate a veículos em fim de vida. Desta forma as vendas de automóveis aumentariam, como ficou provado no passado, e todos ganhavam. O estado acabava por arrecadar mais impostos pela via do aumento das vendas que mais do que compensaria o valor gasto em incentivo e seria mais uma forma de ajudar a manter os postos de trabalho no sector automóvel em Portugal. Mas não podemos ficar só à espera do Estado, temos de olhar para dentro e não nos desculparmos só com o que vem de fora.Nunca houve oportunidades tão fortes para comprar um carro como hoje em dia. Nunca existiram tantas oportunidades como nesta conjuntura. É assim que vamos continuando a vender carros a particulares e a empresas. As empresas fazem compras mais racionais e menos emocionais e valorizam o serviço. Lançamos no final do ano passado o Peugeot Professional, que se centra em dois eixos fundamentais: proximidade e disponibilidade. Dentro da proximidade qual o serviço que destaca?Existe um serviço que tem tido muito sucesso, o renting. Mas as empresas de renting depois de fazerem a venda não têm rosto. Quando os clientes precisam de fazer a manutenção dos carros ficam a falar com um call-center. Vejo na conquista de mercado a estas empresas uma janela de oportunidade. Na Pedro Lamy quando o cliente precisa de alguma coisa fala com o nosso comercial. Se o carro precisar de alguma coisa basta ligar-nos, vamos às instalações do cliente, deixamos o carro de substituição, fazemos a manutenção e entregamos o carro novamente. O cliente perdeu zero minutos e nenhum dinheiro. Para as empresas isto representa imenso. O que mudou nos últimos três anos ao nível dos produtos que as marcas colocam no mercado? Pode falar-se de tendências?Nos últimos anos as evoluções tecnológicas têm sido brutais no sentido de criar carros menos poluentes e com menores consumos. Desenvolveram-se uma serie de investimentos no sentido de aproveitar novos nichos de mercado como por exemplo CrossOvers. As marcas Premium têm lançado produtos nos segmentos mais baixos onde nunca tinham estado. Lançaram-se produtos impensáveis mas com muito sucesso, como por exemplo Porsche com motor a diesel. Neste momento sempre com o objectivo centrado na economia de consumos e de utilização assistimos a vários lançamentos de motores híbridos e motores completamente eléctricos. Em termos do negócio além de produtos de qualidade e adaptados à conjuntura actual a nossa atenção centra-se, cada vez mais, no serviço e na boa experiência que temos proporcionado ao cliente.Os híbridos e os eléctricos podem ganhar terreno?Os híbridos vão ganhar terreno mais depressa, principalmente o híbrido diesel. Os primeiros modelos híbridos que tivemos no mercado eram a gasolina. Na Europa não fazem sentido. Foram construídos a pensar no mercado americano, onde imperam os carros a gasolina. Na Europa faz sentido haver um híbrido diesel e a Peugeot vai à frente. Não quer dizer que amanhã os outros não copiem a nossa tecnologia mas seremos os primeiros. Nos carros eléctricos temos o iOn, um citadino. Mas penso que o híbrido vai já começar a ganhar mercado aos outros. A tecnologia de um carro 100 por cento eléctrico é muito recente e pouco acessível. Mas quantos mais carros se venderem mais baratos vão ficando, porque a tecnologia de desenvolvimento foi cara e os preços vão baixando. Para além do imposto automóvel o preço dos combustíveis é outro travão à comercialização? À comercialização não direi mas à utilização é de certeza. A Peugeot anda sempre na vanguarda tecnológica desenvolvendo soluções para que a utilização do carro seja cada vez mais barata. Daí a aposta nos eléctricos e nos híbridos. Qual é a diferença em termos de garantias para quem compra um Peugeot semi-novo ou novo?A diferença de preço é significativa mas as garantias que damos aos clientes são as mesmas. Numa conjuntura destas é normal que haja um aumento da venda de semi novos, é um produto mais barato e uma boa oportunidade. O mundo virtual é-nos publicitado diariamente em doses maciças. Parece que está tudo ao alcance de um click. Mas alguém consegue sentir um carro sem o ver, tocar e cheirar? Sem fazer um test-drive, por exemplo? Não. O cliente tem de vir sentir o carro, tem de se apaixonar por ele e tem de gostar. A grande vantagem da net é estar aberta 24 horas por dia e ao alcance de todos aonde quer que estejam. Na Net o cliente pode ver o preço, configurar o carro, simular o financiamento, fazer quase tudo mas é fundamental experimentar o carro e conhecer o rosto de quem está por detrás da venda do automóvel e que lhe vai dar garantia de que durante a vida útil do carro lhe vai prestar todo o apoio. Quais as campanhas actualmente em vigor na Pedro Lamy?O cliente pode usufruir das excelentes oportunidades que são praticamente transversais a todas as gamas e modelos. Lançámos um programa de oportunidades “Lamy Options Premium” que se traduz em vantagens para o cliente que chegam a valores na ordem dos seis mil euros. Nesta conjuntura existem grandes oportunidades. Podem-se adquirir produtos de excelência a um preço deveras tentador, por exemplo pode-se adquirir um Peugeot 508, que foi eleito carro do ano, por menos de trinta mil euros. A sua motivação profissional aumentou ou diminuiu nos últimos tempos? A motivação é sempre a mesma os desafios é que são diferentes. O que me move todos os dias é o objectivo de conseguir chegar ao fim do ano com todos os colaboradores na empresa e que os accionistas se sintam compensados por acreditarem em toda esta grande equipa.Que desafios coloca a si próprio e aos seus colaboradores diariamente?O maior desafio é termos discernimento para perceber a conjuntura em que nos movimentamos. Perceber o que está a acontecer à nossa volta, seja bom ou mau e identificar as oportunidades, porque há sempre oportunidades. Quem estiver atento consegue aproveitá-las. Inovação é fundamental. Actualmente, fruto do nosso empenho, somos líderes de mercado na nossa zona. A nossa quota ao nível da Peugeot subiu. Estamos a vender menos que o ano passado mas a nossa diferença face aos nossos concorrentes aumentou. Isto significa que neste momento, sendo líderes, vendemos mais do dobro do segundo. Apesar de optimismo e determinação não há como escapar de alguns dias mais negros. Temos de ajustar os nossos custos de estrutura ao mercado e isso implica decisões complicadas. Ao fim de vinte anos no mercado automóvel tomei o ano passado aquela que considero ter sido a decisão mais complicada da minha vida profissional, que foi prescindir de cinco trabalhadores na secção de pós-venda. Andei noites sem dormir por causa disso.
“Esta é uma boa altura para comprar um Peugeot porque nunca existiram tantas oportunidades como hoje em dia”

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