Construção da Unidade de Cuidados Continuados do IAC parada por falta de financiamento
Presidente da Câmara de Vila Franca admite que a situação da instituição é “complicada”
A obra de construção da Unidade de Cuidados Continuados do Instituto de Apoio à Comunidade (IAC) do Forte da Casa, concelho de Vila Franca de Xira, parou por falta de financiamento e não há qualquer indicação de quando poderá ser retomada. A informação foi confirmada pela presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha (PS), durante a última assembleia municipal realizada na Póvoa de Santa Iria.“A situação do IAC é complicada e no que se refere à obra ela está parada e vai ser objecto de ponderação”, garantiu a autarca, depois de a câmara já ter dado um milhão e meio de euros para a realização da obra. Os trabalhos de construção da unidade de cuidados continuados começaram em Março do ano passado. Em Fevereiro deste ano, como O MIRANTE noticiou, era aberta a possibilidade das obras pararem caso o IAC não conseguisse arranjar junto da banca os 5 milhões de euros necessários para concluir os trabalhos, o que não veio a verificar-se.Recorde-se que o instituto, dirigido por António José Inácio, que é também presidente da Junta de Freguesia do Forte da Casa, tem actualmente um buraco financeiro de 2 milhões e 600 mil euros. Em Março a direcção foi forçada a pedir aos trabalhadores que prescindissem dos seus subsídios de férias e de natal de 2012 sob ameaça da instituição avançar para um lay-off, que é um regime que prevê a redução do salário e em que a empresa deixa de suportar o pagamento total dos salários, passando a Segurança Social a suportar uma parte.Já foi realizada uma reunião entre o secretário de Estado da Solidariedade Social, a câmara e a instituição numa tentativa de se encontrarem soluções para o problema mas ainda não há soluções à vista. Uma equipa da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade vai em breve começar a fazer um levantamento técnico da instituição para que seja definido um plano de intervenção que, alerta Maria da Luz Rosinha, “deverá ser urgente”. A instituição foi criada há 25 anos. É actualmente um dos maiores empregadores do concelho com quase 200 trabalhadores. O IAC tem creches, jardim-de-infância, ATL, apoio domiciliário, centro de dia e residências para idosos.
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