Denúncias de concorrência desleal de técnicos da Câmara de Almeirim no Ministério Público
O vereador da CDU na Câmara de Almeirim enviou na segunda-feira para o Ministério Público e Inspecção-geral da Administração Local o caso do empresário que foi à reunião de câmara denunciar situações de concorrência desleal e perseguições por parte de técnicos da câmara. Aranha Figueiredo tomou esta iniciativa por sentir que o presidente da autarquia, Sousa Gomes, não está a fazer o que podia para deslindar a situação apesar de ter dito em Janeiro que ia mandar abrir um inquérito interno. O sócio-gerente da Topoárea, com sede em Almeirim, tinha ido à primeira reunião pública deste ano dizer que estava a ser alvo de concorrência desleal por parte de funcionários da autarquia que andam a fazer trabalhos por fora promovendo uma economia paralela e prejudicando as empresas. Carlos Leandro, que com os seus colaboradores tem feito projectos para o município, considerou “deplorável” que existam funcionários do município que no horário de trabalho andem a fazer avaliações de edifícios para entidades privadas. Denunciou também o facto de alguns clientes seus receberem telefonemas de técnicos da câmara a perguntarem quem lhes está a fazer o projecto e descreveu o caso de um técnico que passou uma tarde no gabinete da câmara a emendar um projecto de um privado. Desde essa altura que o empresário, que está a passar por dificuldades, se disponibilizou para colaborar num inquérito fornecendo documentos e divulgando os nomes dos técnicos e os casos em que diz estarem envolvidos. Falou ainda em situações em que os técnicos põem entraves aos projectos de algumas empresas do sector, para dar prioridade aos que são feitos por esses mesmos técnicos. Na altura, Aranha Figueiredo disse que a autarquia “não pode ficar indiferente a isto e tem que limpar o que é de limpar”, referiu.
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