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Hospitais públicos do Médio Tejo reduziram despesa e tiveram menos procura

Hospitais públicos do Médio Tejo reduziram despesa e tiveram menos procura

Recurso às urgências do Centro Hospitalar diminuiu drasticamente no último ano, provavelmente devido ao aumento das taxas moderadoras

Conselho de Administração garante que, salvo indicação da tutela, não haverá retrocesso na reestruturação que foi “forte e muito rápida”.

Edição de 27.06.2012 | Sociedade
O Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) espera conseguir este ano uma redução de 16 milhões de euros nos custos, em relação a 2011. O objectivo foi anunciado pelo presidente do conselho de administração, Joaquim Esperancinha, numa conferência de imprensa em que foi feito o balanço da reorganização iniciada em Janeiro.O responsável disse que a primeira fase da reorganização do CHMT, que decorreu entre 23 de Janeiro e 1 de Março, “cumpriu os objectivos de melhoria da prestação de cuidados de saúde e de contribuir para a sustentabilidade económico-financeira do CHMT” e é imparável. Segundo o conselho de administração, os custos totais do CHMT atingiram em Maio os 35,9 milhões de euros, contra os 42,2 milhões do ano anterior, uma redução de 15%. Em relação às contas de 2011, o ano fechou com um défice acumulado de 150,6 milhões de euros, sendo a dívida total de 95 milhões de euros, 56,5 dos quais a fornecedores externos.Segundo os dados apresentados relativos a Maio, em comparação com o mês homólogo de 2011, o CHMT registou um decréscimo de idas às urgências (menos 23,3%), da actividade cirúrgica (menos 9,4%), do número de consultas médicas (menos 5,6%), do número de sessões em hospital de dia (menos 6,1%), tendo havido um acréscimo de 1,3% no número de partos. O número de doentes inscritos para cirurgia é de 2.655, sendo o tempo médio de espera de 103 dias. Joaquim Esperancinha admitiu que há ainda “ajustes finos” a fazer, mas garantiu que não haverá retrocesso na reorganização do CHMT. Assegurou que a eventual retirada de valências, apontada no estudo divulgado pela Entidade Reguladora da Saúde, não faz sentido no projecto para o CHMT aprovado pela tutela e que todo o trabalho que está a ser desenvolvido considera a existência de três unidades - Torres Novas, Tomar e Abrantes -, não havendo qualquer intenção de encerrar alguma delas.Avança segunda fase da reorganização Joaquim Esperancinha adiantou que está em curso a segunda fase da reorganização do CHMT, que passa pela reestruturação da Medicina Física e de Reabilitação (com Tomar a concentrar a vertente de ambulatório, mantendo Torres Novas e Abrantes o apoio ao internamento), da Imagiologia (passando Abrantes a dispor dos serviços de TAC e Ecografia 24 horas/dia), da Patologia Clínica (concentração do laboratório em Abrantes) e da Imuno-hemoterapia (concentração do processamento em Torres Novas). “Pessoas são livres de se manifestar”Confrontado com o facto de, em Tomar, a população continuar a manifestar-se contra a reestruturação em curso, Joaquim Esperancinha disse que “estamos numa democracia e as pessoas são livres de se manifestar” criticando apenas o facto de algumas estarem a fazer política com as questões da saúde. “Tomar concentra, neste momento, 91% da cirurgia. A Unidade foi reforçada, não foi esvaziada”, disse.
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