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Justificações de Moita Flores para suspender mandato não convencem oposição

Justificações de Moita Flores para suspender mandato não convencem oposição

Presidente da Câmara de Santarém justifica saída por razões de saúde e “obrigações literárias”

Vereador socialista diz que Moita está a mandar “areia para os olhos” dos escalabitanos e que as suas obrigações são perante o povo de Santarém, que o elegeu por quatro anos.

Razões de saúde e obrigações literárias foram invocadas pelo presidente da Câmara de Santarém, Francisco Moita Flores (PSD), para justificar a suspensão do mandato por três meses. A medida foi aprovada pelo executivo esta segunda-feira, 16 de Julho, numa reunião onde o autarca não esteve mais uma vez presente.Face à ausência de Moita Flores que, ao que tudo indica, já não retomará as funções até final do mandato, entra para a vereação o nome seguinte da lista do PSD, o empresário João Lucas. O vereador Ricardo Gonçalves assume a presidência da Câmara de Santarém.Durante a análise do assunto, o vereador do PS António Carmo não se mostrou muito convencido com as justificações apresentadas por Moita Flores, desejando-lhe “rápidas melhoras” e manifestando esperança que “os problemas de saúde que são impeditivos de ser presidente da Câmara de Santarém não sejam impeditivos das suas actividades de pré-campanha eleitoral em Oeiras”.O autarca socialista estranhou a invocação das obrigações literárias, lembrando que durante os sete anos em que presidiu ao município escalabitano Moita Flores nunca cessou a sua actividade de escritor, publicando vários romances. “Se tem obrigações, essas são com o eleitorado de Santarém que o elegeu por quatro anos”, afirmou António Carmo, acrescentando que se Moita Flores cumprir a promessa de escrever um livro sobre a sua experiência autárquica em Santarém já tem matéria para dedicar um capítulo sobre a novela da sua suspensão de mandato.“Moita Flores já trocou Santarém por Oeiras e não devemos deixar que nos atirem areia para os olhos, não somos pategos. Este abandono da vida política em Santarém podia ser por saturação da política, mas não, foi pela ambição de ir gerir um concelho com mais visibilidade”, reforçou António Carmo, considerando que o autarca “não só não resolveu os problemas de Santarém como os agravou”.A Ricardo Gonçalves coube o elogio de Moita Flores, dizendo que deixou uma obra “notável” e que “o trabalho fala por si”. Acrescentou que o presidente “deu muito de si a Santarém”, destacando-se pela sua “capacidade de trabalho”. “Temos um concelho antes de Moita Flores e um concelho depois de Moita Flores”, rematou.
Justificações de Moita Flores para suspender mandato não convencem oposição

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