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O que eles dizem de Moita Flores

O MIRANTE foi ouvir várias pessoas com experiência política no concelho, questionando-as sobre o que acham do facto de Moita Flores se ter apresentado aos militantes do PSD de Oeiras quando ainda é presidente da Câmara de Santarém e que balanço fazem de sete anos de gestão do autarca.

Edição de 18.07.2012 | Política
António Campos, ex-deputado do PSDBalanço positivoAntónio Campos vê “com naturalidade” a relação de Moita Flores com o PSD de Oeiras quando ainda é autarca em Santarém, referindo que situações do género já aconteceram noutros pontos do país. “Ele já tinha dito que não seria novamente candidato em Santarém e entretanto surgiu o convite para eventualmente liderar uma candidatura em Oeiras pelo PSD, pelo que não vejo mal que se tenha apresentado aos militantes locais”, afirma o director da Nersant.Quanto ao balanço, considera-o positivo porque, na sua óptica, Moita Flores mexeu com Santarém. “Apesar das questões financeiras, veio dar uma dinâmica diferente e proporcionar uma forma diferente de vivência da própria cidade. Há coisas que eventualmente poderiam ter sido feitas de outra forma, mas no global acho que o trabalho é positivo”, remata o ex-deputado e ex-presidente da concelhia de Santarém do PSD.Pedro Pimenta Braz, ex-vereador do PSO maior bluff autárquicoA presença de Moita Flores numa reunião da concelhia do PSD de Oeiras horas depois de ter estado a jantar com amigos em Santarém “é sinónimo de que utilizou Santarém como trampolim para outros voos” e ajudou a colocar a direcção nacional do PSD perante um facto quase consumado: a sua candidatura em Oeiras. Para Pedro Braz, tratou-se da confirmação do que já pensava há muito tempo, referindo que a experiência autárquica no Ribatejo ajudou o escritor a “exponenciar a sua visibilidade mediática”.“O balanço destes sete anos é profundamente negativo. Quando Moita Flores falou dos 100 dias para resolver a dívida devia querer dizer que ia deixar 100 milhões de euros de dívida”. O inspector do trabalho considera que Moita Flores é “o maior bluff autárquico que o país conheceu”, deixando uma cidade “completamente morta e abúlica, em clima de fim de festa”.Luísa Mesquita, ex-vereadora da CDU e independenteOs mandatos devem ser cumpridos até ao fimRetirada das lides políticas desde o final do mandato passado, que terminou como vereadora independente após ter sido expulsa do PCP, Luísa Mesquita afirma que a presença de Moita Flores numa reunião do PSD de Oeiras foi “incorrecta ética e politicamente” e acrescenta que os eleitos devem cumprir os seus mandatos até ao fim, a não ser que existam razões de força maior. Quanto ao balanço de sete anos de gestão de Moita Flores à frente da Câmara de Santarém, a professora aposentada, que no final do anterior mandato se aproximou politicamente de Moita Flores, diz que não pode avaliar correctamente o actual mandato por estar afastada da política, opinando que o primeiro mandato teve aspectos “muito razoáveis”, como o investimento feito em educação conjugado com as juntas de freguesia. “Actualmente, ouço as pessoas na rua dizerem que este mandato é sobejamente diferente do anterior, mas os dados de que disponho são apenas os que chegam à opinião pública”, sublinha.José Marcelino, ex-vereador e dirigente da CDUA festa é efémera“É uma falta de ética Moita Flores apresentar-se como possível candidato à Câmara de Oeiras sendo ainda presidente da Câmara de Santarém”, considera o ex-vereador da CDU José Marcelino, referindo que se o autarca estivesse a pensar em renunciar ao mandato “ainda se aceitava”. E acrescenta que essa atitude “está na linha do que fez nestes sete anos, que foi de quero, posso e mando e de que ninguém sabia mais do que ele”.O bancário aposentado faz um balanço negativo da gestão de Moita Flores, dizendo que teve condições para fazer “bem melhor” pois era uma pessoa “com facilidade em se apoiar nos vários governos” para ir buscar financiamento. “É um péssimo gestor e como tal estragou tudo. Podia ter trazido o dinheiro e deixar os outros fazer”. A obra feita, “como os jardins e os centros escolares”, não justifica o aumento da dívida para 100 milhões de euros, considera. “A única coisa que fez foi festa, mas a festa é efémera e agora fica a factura para pagar”.

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