uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
31 anos do jornal o Mirante
Escola de Hotelaria e Turismo de Santarém fecha com críticas da câmara que cedia gratuitamente as instalações

Escola de Hotelaria e Turismo de Santarém fecha com críticas da câmara que cedia gratuitamente as instalações

Na altura da abertura o presidente da Região de Turismo recusou parceria com Escola Profissional do Vale do Tejo

Câmara de Santarém, a quem pertencem as instalações da Casa do Campino, foi apanhada de surpresa. Presidente diz que a alternativa para os jovens da região é a Escola Profissional do Vale do Tejo mas quem contacta a escola que vai encerrar é encaminhado para a Escola de Hotelaria e Turismo das Caldas da Rainha, para onde foram também encaminhados os alunos que já estavam a frequentar cursos.

Ao fim de 12 anos a Escola de Hotelaria e Turismo de Santarém fecha as portas. A decisão foi tomada pelo Governo, através do Turismo de Portugal. O estabelecimento de ensino nunca se conseguiu impor e o seu encerramento esteve iminente por diversas vezes. A Câmara de Santarém, que gastou dinheiro em obras de adaptação na Casa do Campino e que cedia aquelas instalações gratuitamente, diz que foi apanhada de surpresa.Na altura da instalação da escola houve uma tentativa para que em vez de uma nova escola o Instituto de Formação Turística (INFTUR) e a Região de Turismo do Ribatejo fizessem uma parceria com a Escola Profissional do Vale do Tejo cujos responsáveis tinham vasta experiência no ramo da formação em hotelaria, nomeadamente através dos cursos da Escola Profissional de Salvaterra de Magos. “Infelizmente o então presidente da extinta Região de Turismo do Ribatejo, dr. Carlos Abreu, não quis e cada um seguiu o seu caminho”, lembra a responsável pela Escola Profissional do Vale do Tejo, Salomé Rafael.A Escola de Hotelaria e Turismo teve ao longo da sua existência dificuldades na captação de alunos. Em 2003 o então director Virgílio Évora chegou a colocar a possibilidade da escola encerrar por falta de alunos devido à introdução de propinas. Em 2008 foi anunciado que os alunos que frequentavam a escola iriam ser encaminhados para a Escola de Hotelaria e Turismo das Caldas da Rainha por causa de uma mudança de instalações que nunca chegou a concretizar-se.O presidente da Câmara Municipal de Santarém, Ricardo Gonçalves (PSD), manifestou o seu descontentamento pelo anunciado encerramento da Escola de Hotelaria e Turismo na cidade, uma decisão que considerou ser “meramente economicista”. O autarca confessa que foi com “desagrado” que recebeu a informação do fecho da escola depois de o município ter recebido “promessas de reforço da aposta em Santarém, com rico património gastronómico, e da construção, no antigo presídio, de um hotel de representação”, disse à agência Lusa. A possibilidade de ser a autarquia a ficar com a escola foi posta de lado. O presidente disse ser “muito difícil” assumir a gestão devido às restrições impostas pela Lei dos Compromissos e pelo facto de as despesas inerentes ao seu funcionamento não estarem rubricadas no orçamento do presente ano. “Mesmo com o encerramento da escola, o município mantém a resposta, devido à existência da Escola Profissional do Vale do Tejo”, observou, referindo-se a uma instituição que poderá absorver parte dos cerca de 70 alunos que frequentavam a escola de hotelaria.Casa do Campino praticamente às moscasA responsável pela Escola Profissional do Vale do Tejo, instalada no Largo Pedro Álvares Cabral e em cuja estrutura accionista também participa a Câmara de Santarém, para além da Associação Empresarial, Politécnico e várias empresas da região, revelou que este ano houve um aumento da procura dos cursos da área da hotelaria mas sobre os alunos que já estavam a frequentar os cursos da que fechou diz que nada sabe. “Os cursos são diferentes. A nível pedagógico nós somos tutelados pelo Ministério da Educação e a escola que vai encerrar era tutelada pelo Ministério da Economia. Em conjunto com a câmara municipal estamos a tentar encontrar as melhores soluções para os estudantes mas não há nada de concreto”.Sobre os equipamentos propriedade da Câmara de Santarém que vão ficar sem utilização, Salomé Rafael diz que a sua Escola não necessita deles. Investimos 350 mil euros há pouco mais de dois anos em equipamentos modernos para a área de hotelaria. Estamos bem equipados a esse nível. Com a saída da Escola de Hotelaria e Turismo de Santarém a Casa do Campino fica praticamente devoluta. No local apenas uma pequena zona está ocupada com a sede da Região de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo.Para além da escola de Santarém, o Governo decidiu encerrar mais 3 das 16 que existem a nível nacional. Fundão (cuja gestão passa para a câmara municipal) Feira e Mirandela. A secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles, explicou no Parlamento que a decisão foi tomada tendo em consideração diversos critérios, que têm a ver com a procura, com as instalações e com o investimento que precisava de ser feito nos próximos anos e para o qual não há verba.
Escola de Hotelaria e Turismo de Santarém fecha com críticas da câmara que cedia gratuitamente as instalações

Mais Notícias

    A carregar...