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Armazéns ameaçam espaço de nidificação de aves em Alverca

A construção de armazéns prevista para a zona conhecida como as salinas de Alverca, junto à ETAR da cidade, pode colocar em causa um espaço de nidificação de aves considerado único. A situação está a preocupar associações ambientalistas, entre as quais “Os Amigos do Forte”, Associação Cívica para o Estudo e Defesa do Património Cultural e Natural do Forte da Casa, fundada em 2004, que já apresentou uma participação escrita na fase de discussão pública do processo de licenciamento de operação de loteamento, no local da Verdelha e Drogas. A área corresponde ao habitat de diversas espécies de aves (cerca de 200 entre residentes e migratórias), as quais encontram nesta zona da margem direita um dos “últimos refúgios para a sua nidificação e vivência”.A zona detém a classificação não governamental de International Bird Area (IBA) e a nível municipal encontra-se classificada como estrutura ecológica urbana (local onde não é possível construir). Ao nível da área metropolitana (PROTAML) o espaço é considerado um corredor ecológico estruturante.A este propósito a associação cita o biólogo Nuno Lecoq: “Apesar de apresentarem alguma degradação, fruto das intervenções que têm sofrido nos últimos anos, nomeadamente na sua envolvente, as salinas de Alverca e Forte da Casa são o último reduto natural da margem direita do estuário. Existe um potencial gigantesco do ponto de vista da conservação da natureza e do turismo, caso esta zona seja devidamente gerida, o que trará benefícios para quem ali vive”.A câmara reconheceu no actual PDM que aquela era uma zona importante e a preservar e por isso a associação estranha que a autarquia tenha mudado a sua visão. “Poderia ter decidido de outra forma ou deixado a resolução para os tribunais. Afinal o eventual custo financeiro a pagar ao promotor será sempre inferior a todos os outros”, alerta a associação ameaçando em última instância recorrer à justiça.

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