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Partidos da oposição inviabilizam novo loteamento na Póvoa

A decisão inviabiliza a construção a custo zero da nova sede da junta e do clube da Póvoa que era uma oferta do promotor do loteamento
Edição de 12.09.2012 | Política
A Junta de Freguesia de Póvoa de Santa Iria perde a oportunidade de ter uma nova sede sem gastar um cêntimo, porque a oposição em maioria na Câmara de Vila Franca de Xira inviabilizou a construção de um loteamento na localidade. O Clube Académico de Desportos (CAD) com esta decisão fica também sem possibilidade de construir as novas instalações, com equipamentos desportivos, que já tinha candidatado a fundos comunitários. A Coligação Novo Rumo liderada pelo PSD e a CDU não concordam com o aumento do betão na freguesia, mas a presidente do município, Maria da Luz Rosinha (PS), tem uma explicação política: “ A proximidade das eleições autárquicas enerva algumas pessoas”. O promotor do loteamento na Quinta da Piedade oferecia a construção das instalações da junta como contrapartida pela ocupação do espaço. Ao CAD oferecia um terreno na zona dos Caniços ficando com uma parcela onde o clube tem actualmente a sede permitindo assim aumentar a área do loteamento. A notícia caiu que nem uma bomba aos autarcas de freguesia e responsáveis pelo clube, que considerava o projecto como uma tábua de salvação para a difícil situação em que vive. A nova sede do CAD, no valor de um milhão de euros, era considerada vital para a sua sobrevivência. O projecto incluía um polidesportivo coberto para ténis e futsal que iria permitir reduzir as despesas do clube que tem 500 sócios e 200 atletas. Sem isto “não há futuro”, lamenta o presidente do CAD, Paulo Barroca. O presidente da junta de freguesia, Jorge Ribeiro, não poupa nas críticas. “Há gente que não percebe que não haverá outra oportunidade de usar fundos comunitários para requalificar a cidade. Esta decisão é má para a cidade e para as pessoas da Póvoa”, criticou.A construção da sede do CAD estava incluída no projecto Eco-bairros que prevê a reabilitação de várias zonas da freguesia e com esta decisão este pode também estar comprometido. “Possivelmente o programa Eco-bairros vai cair na quase totalidade. Vamos tentar salvar alguma coisa, como a construção do Centro Cultural da Póvoa mas o CAD não vai ter novas instalações porque não há terreno disponível”, lamentou Maria da Luz Rosinha. A autarca confessou que a decisão da oposição “foi um custo da democracia”.A CDU votou contra por não concordar com o aumento dos “índices de construção na cidade e há um momento para dizer basta”. A Coligação Novo Rumo, que partilharam o poder com os socialistas até a presidente da câmara ter tirado pelouros ao eleito Rui Rei, entende que o município não agiu com total transparência em todo o processo. E remetem para o executivo PS a procura de soluções. Rui Rei (PSD) diz que os socialistas podem negociar outras opções e Nuno Libório (CDU) entende que a câmara pode expropriar terrenos para a sede do CAD ou mesmo adquiri-los. Quando até aqui não tinha custos.

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