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Motorista acusado de assédio sexual a mulheres que transportava à hemodiálise

Três mulheres apresentaram queixa por assédio sexual contra um motorista que as transportava ao tratamento de hemodiálise, em Santarém. O homem, 58 anos, garante que está inocente.

Edição de 12.09.2012 | Sociedade
Um motorista é acusado de assédio sexual a três mulheres que transportava às sessões de tratamento de hemodiálise na cidade de Santarém. O homem, de 58 anos, ajudava as pacientes, insuficientes renais, a subir para o veículo aproveitando essas alturas, de acordo com as queixosas, para lhes tocar nas partes mais íntimas, como as nádegas ou os seios. O visado garante que está inocente.O motorista é funcionário público no ACES, Agrupamento de Centros de Saúde - Lezíria I - Ribatejo há 15 anos, tendo por isso contacto privilegiado com as pacientes, aproximadamente da mesma idade do homem, já que era escalado para fazer o transporte dos doentes às sessões regulares de tratamento. Foram as próprias mulheres, alegadamente assediadas, residentes na zona de Santarém, a fazer queixa do motorista na semana passada. Os pacientes que sofrem de insuficiência renal necessitam, em alguns casos, de fazer regularmente hemodiálise, processo de filtragem que consiste na remoção de substâncias indesejáveis do sangue, função que o rim já não consegue realizar por si só. O motorista já foi bombeiro nos Voluntários de Santarém, onde chegou a ser sub-chefe. Ingressou na corporação nos anos 70 e depois de várias saídas e entradas acabou por ser expulso em 2007, na sequência de um processo disciplinar que não está relacionado com assédio sexual.Em declarações a O MIRANTE, o funcionário diz que não tem conhecimento formal da acusação de que é alvo e mostra-se tranquilo argumentando que está “inocente”. Nesta fase do processo não está disponível para prestar mais declarações e garante que só o fará se o assunto seguir para tribunal. “Ainda não fui ouvido pela minha organização e nem sequer sei formalmente de que estou acusado”, declarou. O MIRANTE contactou o director executivo do ACES - Lezíria I - Ribatejo, Carlos Ferreira, sobre esta situação e o responsável assegura que caso venham a confirmar-se tais factos o ACES “terá o procedimento que a situação impõe, tomando as medidas adequadas”.

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