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Ninguém quer ser o pai da criança
A candidatura da Câmara de Santarém ao Programa de Apoio à Economia Local (PAEL), que prevê um empréstimo de 24,5 milhões de euros para pagar dívidas já com barbas, e a aprovação de um plano de saneamento financeiro que propõe a contratação de outro empréstimo no valor de 21 milhões de euros para o mesmo fim, relançou com vigor a fastidiosa discussão entre PS e PSD (com CDU e BE a ajudarem à festa) sobre a paternidade da dívida da autarquia, que actualmente ronda os 95 milhões de euros.Nas últimas sessões de câmara e da assembleia municipal foram muitas as intervenções onde se repetiram argumentos e números que vêm sendo acenados há meia dúzia de anos sem que os intervenientes se cansem e sem que se chegue a uma conclusão sobre quem é o pai da criança - que neste caso será uma troika composta pelos socialistas José Miguel Noras e Rui Barreiro e por Moita Flores (PSD), embora nenhum deles tenha especial interesse em ser associado à criatura.Razão teve o eleito do CDS na Assembleia Municipal de Santarém, o discreto e pragmático Aires Lopes, quando na sessão em que se aprovou a candidatura ao PAEL, farto de discussão estéril e da berraria do costume, sentenciou que na realidade a dívida existe e tem aumentado e por isso o que há a fazer é pagá-la. O resto é conversa de campanha eleitoral!
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