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Assembleia Municipal de Tomar decide manter despesas de representação

Edição de 10.10.2012 | Política
Após um período de acesa discussão entre os representantes dos vários partidos, a Assembleia Municipal de Tomar decidiu, manter o pagamento de despesas de representação aos quadros superiores do município, ou seja, directores de departamentos e chefes de divisão. Em causa está o pagamento, já incluído com o salário mensal, de 311,23 euros a três directores de departamento e 194,79 euros para nove chefes de divisão. O valor gasto com o pagamento destas despesas de representação soma cerca de 30 mil euros anuais na despesa corrente da autarquia e serve para pagar despesas com alimentação ou de deslocações feitas ao serviço do município e que devem ficar definidas no orçamento de 2013, cabendo às assembleias municipais decidir o pagamento ou não das mesmas. Os eleitos do Partido Socialista (PS) e o deputado não inscrito António Cruz foram os únicos a votar contra a manutenção daquilo que consideram “regalias” que em tempos de crise devem ser repensadas. A questão dividiu os eleitos - alguns não gostaram que o Governo optasse por colocar as assembleias municipais a decidir isto - e foi mesmo considerada “odiosa” por João Henriques Simões (IpT) uma vez que se por um lado o país vive tempos complicados, por outro não se podem estar a retirar aos trabalhadores direitos adquiridos. “Estas remunerações são quase o vencimento de muitos funcionários mas, em consciência, não tenho vontade de estar a cortar vencimentos”, disse. Por esta razão, resolveu abster-se o que não caiu bem ao PS. “Com a abstenção, os senhores estão a lavar as mãos como este Governo quis fazer”, criticou Hugo Cristóvão. Na altura da votação alguns elementos da bancada do PSD, que votou favoravelmente, optaram por abandonar a sala. O presidente da Câmara de Tomar, Carlos Carrão (PSD) recordou que até final do ano a autarquia vai aprovar uma nova orgânica no município que implica a redução destes cargos de chefia.

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