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“O PSD de Abrantes é um deserto de areias movediças”

“O PSD de Abrantes é um deserto de areias movediças”

O vereador do PSD na Câmara de Abrantes Santana-Maia não poupa nas palavras para criticar quem dirige o partido nesse concelho.

Edição de 10.10.2012 | Política
“O PSD de Abrantes é um deserto de areias movediças onde apenas conseguem sobreviver os escorpiões e onde só conseguem reinar esses seres híbridos, ainda mais perigosos, que têm a forma do camaleão e o carácter do escorpião”. A frase é do vereador da Câmara de Abrantes Santana-Maia Leonardo, que foi eleito pelas listas desse partido, no qual é filiado.Num texto onde evoca a memória do seu primo Carlos Santana Maia, recentemente falecido e que foi sepultado na sexta-feira em Mouriscas, Abrantes, Santana-Maia não poupa o partido cuja concelhia abrantina é actualmente liderada por Manuela Ruivo. O autarca reforça críticas que já vem fazendo desde há algum tempo.“Encontrei no meu primo, o apoio leal, firme e franco que nunca encontrei no chão de areias movediças (também conhecido por PSD de Abrantes) em que, em má hora, decidi firmar a minha candidatura”, escreve Santana-Maia Leonardo, acrescentando que “foi o apoio firme de pessoas como o meu primo Carlos Alberto que me impôs o dever moral de cumprir com a máxima dedicação e empenho o mandato para o qual fui eleito”.Carlos Santana Maia, um ribatejano ilustreCarlos Santana Maia era natural de Mouriscas, Abrantes. Faleceu no dia 3 de Outubro na Figueira da Foz, aos 76 anos, e foi sepultado a 5 de Outubro na sua terra natal. Médico de profissão, desenvolveu uma intensa actividade cívica, política e profissional, tendo sido bastonário da Ordem dos Médicos entre 1992 e 1996. Na actividade política, antes do 25 de Abril foi opositor do regime salazarista e assumiu vários cargos directivos no Partido Socialista, tanto a nível do distrito de Coimbra como a nível nacional, sendo eleito deputado à Assembleia da República em 1983 e 1985. Foi também Governador Civil de Coimbra em meados dos anos de 1980 e, após a eleições autárquicas de 1989, foi vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra. Em 1997 foi eleito presidente da Assembleia Municipal de Coimbra e, em 2002, regressou à administração hospitalar tendo sido nomeado presidente do Conselho de Administração do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro - Rovisco Pais.
“O PSD de Abrantes é um deserto de areias movediças”

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