
Protesto contra redução do tempo de praxe no Politécnico de Santarém
Cerca de meia centena de alunos abandonou, em silêncio, a sessão de abertura do novo ano lectivo em protesto contra redução para um mês do tempo de praxe.
Algumas dezenas de estudantes abandonaram a sessão de abertura do ano lectivo do Instituto Politécnico de Santarém (IPS), realizada esta segunda-feira, 22 de Outubro, no auditório da Escola Superior Agrária em protesto pela redução do período de praxe aos novos alunos de dois meses para um mês. Os alunos abandonaram o espaço em silêncio perante os olhares do presidente do Politécnico, Jorge Justino, e do secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, entre outros convidados.Os estudantes e membros das comissões de praxe estão contra a decisão tomada com base nos pareceres do Conselho Científico-Pedagógico e do Conselho Consultivo de Gestão do IPS que considerou que dois meses é tempo a mais que se perde em formação. Jorge Justino promete solicitar reunião com os responsáveis pelas praxes, lembrando que é a favor das praxes mas que quem vê aquelas atitudes acabar por dar razão a quem se manifesta contra aquela forma de integração dos novos estudantes.Jorge Justino diz que os alunos foram “instrumentalizados pelas comissões de praxe” e considera que o importante foi que se mantiveram representadas na sala as associações de estudantes. O mesmo pensa a Federação Académica de Santarém. “Houve uma tentativa de mediar a alteração da data proposta pelo Politécnico mas acabou por ser aceite o tempo de um mês para as praxes. O que se passou aqui foi uma surpresa e um mero protesto dos novos estudantes. Temos noção que um mês de praxes se adequa à realidade do país e do ensino superior”, disse o presidente da federação, Emanuel Campos, a O MIRANTE.Título Honoris Causa para Pedro CanavarroDurante a cerimónia de abertura do ano lectivo do IPS, Pedro Canavarro recebeu do instituto a atribuição do título de Professor Honoris Causa. O visado agradeceu o reconhecimento de um percurso de vida, muitas vezes fora da sua Santarém natal, mas sempre com um pé na sua terra. “Vou continuar a realizar acções na Casa Museu, na perspectiva de perceber que o mundo está a mudar mas mantendo a memória e identidade para saber dar passos no futuro”, disse o homenageado.

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