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A empresária que podia ter sido advogada ou jornalista

Catarina Bastos é directora da Ceurásia, com sede em Almeirim

Defende que não se deve fazer nada que não seja com paixão. Por isso vai continuar empenhada na divulgação e distribuição da marca Chihtsai. No final de cada dia gosta de reflectir e perceber o que poderia ter feito de diferente.

Edição de 24.10.2012 | Identidade Profissional
Catarina Bastos é directora da Ceurásia, que distribui produtos de beleza e tratamento da marca oriental Chihtsai no continente e ilhas. A sua missão é percorrer o país no apoio à equipa comercial composta por dez colaboradores e, com eles, ajudar o cliente a perceber que o produto que distribuiu é o melhor do mercado. Finalizadores, amaciadores, champôs, máscaras de beleza são alguns dos produtos que distribui por cabeleireiros e salões de estética. Não faz revenda para as grandes superfícies. É nos seus próprios cabelos que os produtos da marca primeiro são avaliados.É das primeiras a entrar e a última a sair. Faz questão que assim seja como directora da empresa. Não tem rotinas vincadas já que um email ou um telefonema pode alterar planos, como o que teve terça-feira, em Peniche, na inauguração de um novos espaço de uma cliente. Tem ainda planos para viajar aos Açores, a São Miguel, para dar apoio ao novo comercial naquela região e apresentá-lo aos clientes. Um trabalho que pode durar uma semana. Não é por isso de estranhar que, desde Fevereiro último, Catarina Bastos já tenha cumprido 40 mil quilómetros pelas estradas nacionais. “Sou capaz de ir ao Algarve e voltar no mesmo dia ou à Madeira, o que já aconteceu, conforme a necessidade. Eu gosto de andar na rua”, explica. O telemóvel do tipo smartphone é peça essencial no seu trabalho. Através dele recebe emails, acede à internet, marca reuniões e agenda encontros.Está presente nas principais feiras de cosmética e beleza no país e na Europa, com destaque para os eventos em Barcelona e em Londres. Na capital inglesa já a desafiaram para lá representar a marca. Gostava de um dia ter uma fábrica da marca em Portugal - existem nos Estados Unidos e na Rússia - para ter os produtos mais disponíveis e não ter de esperar cerca de dois meses para receber as encomendas. “É um projecto muito dispendioso que não é possível realizar num momento de crise”, admite a empresária. Ainda assim quer fazer expandir a sua marca em Angola e Cabo Verde e tentar ganhar mercado em Londres, durante o próximo ano. O trajecto profissional de Catarina Bastos podia ter tido diferente. Quando era mais nova pensava ser médica pediatra. Mais tarde olha com agrado para uma carreira no jornalismo mas o pai logo a dissuadiu de uma profissão vista como pouco apropriada a uma mulher, apesar de ter tido como referências as jornalistas Maria Elisa e Margarida Marante. Acabou por frequentar o curso de Direito até ao terceiro ano mas desistiu por não se rever com um futuro na área.A família está próxima da actividade de Catarina Bastos. A sua mãe, Maria José Faustino, é gerente da firma. O tio, que considera ser um conselheiro, esteve durante 50 anos ligado ao sector da cosmética e também colaborou com ele em mais nova. Com os filhos Madalena e João, de 13 e 19 anos, a estudar, espera que pelo menos um deles venha ajudar a dar continuidade ao negócio. Apoia-se também na equipa de colaboradores e diz que todos têm de ser cúmplices no crescimento da marca.Catarina Bastos está contactável 24 horas. Diz que não se pode recusar uma chamada quando pode estar em causa mais um negócio. Procura passar os tempos livres com a família no refúgio do fim-de-semana. Vão a concertos, ao cinema, passear com, os filhos e com os cães, além de “religiosamente” almoçarem e jantarem juntos. Gosta de praticar natação e de ler, especialmente literatura ligada ao Reiki como forma de ganhar energia e afastar as situações adversas.

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