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Ânimos exaltados levam vereadores da oposição a abandonar reunião de câmara em Ourém

Edição de 21.11.2012 | Política
A apresentação do número de funcionários da Câmara de Ourém gerou discussão entre a maioria socialista e os vereadores da oposição na Câmara de Ourém, com Luís Albuquerque (PSD) e o presidente da autarquia, Paulo Fonseca (PS), a exaltarem-se e a trocarem acusações. Albuquerque abandonou a reunião na sequência da discussão. Depois do vice-presidente, José Alho (PS), ter apresentado o actual número de funcionários do município e ter mostrado que houve uma diminuição de 68 trabalhadores desde 2009, os vereadores da oposição questionaram quantos funcionários estão afectos às escolas.Após a insistência dos vereadores do PSD Luís Albuquerque e Agripina Vieira em saber se os números eram exactos ou não, Paulo Fonseca exaltou-se e disse que traria na próxima reunião um novo quadro com as descrições ainda mais detalhadas. “Não quero que existam dúvidas porque isto é uma questão de má-fé e de quererem alimentar boatos que espalham pela rua”, acusou o presidente. O verniz estalou quando Paulo Fonseca e José Alho acusaram Luís Albuquerque de ter andado “a espalhar” que “só na elaboração do Plano Director Municipal estão a trabalhar mais de 20 pessoas”. “É uma mentira de todo o tamanho e um disparate completo”, disse Fonseca. Albuquerque sentiu-se atacado e negou que tenha proferido tal afirmação, mesmo com Paulo Fonseca a revelar que tinha sido a presidente da Assembleia Municipal de Ourém, Deolinda Simões (PSD), a partilhar a informação. O vereador não gostou do que ouviu e após várias trocas de acusações exaltou-se, levantou-se e abandonou a reunião. “Não lhe admito que fale nos termos que falou. É uma falta de respeito e já não é a primeira vez que o faz”, acusou antes de sair. Agripina Vieira solidarizou-se com o companheiro de partido e também deixou a sessão. O outro vereador do PSD, Vítor Frazão, lamentou a situação mas continuou na sala afirmando que o fazia porque enfrenta os problemas de frente.

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