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Empresários elogiam dinamismo crescente da Associação Empresarial da Região de Santarém

Edição de 05.12.2012 | Galardão empresa do ano
A Associação Empresarial da Região de Santarém - NERSANT tem vindo a assumir, nos últimos anos, um papel cada vez mais dinâmico em prol do desenvolvimento das empresas da região, seja através das acções de formação e seminários que promove regularmente, da consultadoria que presta a novos projectos empresariais ou na realização de missões ao estrangeiro, em busca de novos mercados para quem já não consegue ou pode crescer mais na região. A opinião parece ser consensual como constatou O MIRANTE junto de empresários de diversos sectores de actividade, momentos antes do início da cerimónia de entrega do Galardão “Empresa do Ano” na quinta-feira, 29 de Novembro, em Alcanena. José Godinho, coordenador de operações logísticas do Interposto Intermarché, com sede em Alcanena, destaca o apoio na procura de novos mercados no estrangeiro. António José Ribeiro, gestor da “MicroÁgua”, uma empresa de Análises Microbiológicas e Químicas de Águas, com sede em Benavente, que é, desde há muitos anos, associada da NERSANT, fala das várias acções na área da formação, que considera “muito enriquecedoras” e também da ajuda prestada às empresas que pretendem exportar.Domingos Chambel, ex-coordenador do Núcleo da NERSANT em Abrantes, fala enquanto gestor da Dosch - Domingos Silva Chambel, Empreiteiros, empresa ligada ao ramo da construção civil, obras públicas, hotelaria e metalomecânica, com sede em Abrantes. “Penso que esta associação tem desempenhado bem o seu papel, não só na defesa das empresas instaladas em Santarém como até dos interesses regionais do distrito no panorama nacional”, refere. Miguel Graça, representante do Banco Espírito Santo junto das empresas do Ribatejo, em todo o distrito de Santarém, também não poupa elogios ao papel positivo da NERSANT. “A associação tem tido um grande dinamismo no acompanhamento e na conjugação dos interesses dos empresários da zona, que se torna bastante interessante observar”, atesta. Pedro Carvalho, presidente do Conselho de Administração da “Couro Azul”, indústria de curtumes sedeada em Alcanena, diz que a NERSANT é uma das associações empresariais mais dinâmicas que conhece. “A nossa empresa também está direccionada para o sector automóvel e aeronáutica o que faz com que esteja ligada a associações empresariais de sectores transversais. Deste modo, consigo avaliar, de uma forma comparativa, o trabalho de qualidade que tem vindo a ser feito pela NERSANT”. E acrescenta que “é um privilégio ter a sua empresa sedeada numa zona tão bem servida ao nível do associativismo”. “Um Estado bom pagador, fim às portagens nas SCUT’s e redução do IRC”Os empresários contactados aproveitaram ainda para sugerir algumas medidas simples mas que, a serem implementadas, provocariam benefícios no sector de actividade económica a que se dedicam. Domingos Chambel faria, de imediato, uma diferenciação entre o interior e o litoral do país. “Nós tínhamos benesses fiscais, em sede de IRC, que nos foram retiradas com o orçamento de 2012. Penso que foi um má medida para o desenvolvimento do interior. Se fosse eu a decidir voltava atrás”, sustenta, acrescentando que acabava ainda com todas as portagens introduzidas nas SCUT’S, pelo menos para os veículos pesados. Já Pedro Carvalho, da “Couro Azul”, avança que uma medida simples e eficaz passaria por fazer vingar a ideia de que indústria e a exportação está na moda. O empresário do ramo dos curtumes acrescenta ainda que criava condições para que as empresas tivessem mais liquidez pela via bancária, para poderem investir e, deste modo, gerarem riqueza. Por seu lado, Miguel Fernandes, representante da banca, considera que devia existir “uma maior cooperação entre as empresas” para melhorar a relação entre bancos e empresas. “Se conjugassem esforços, talvez tornassem os projectos mais aliciantes para a banca”, atesta. Já José Godinho, que trabalha na área da Grande Distribuição Alimentar, se tivesse uma varinha de condão “transformava o Estado num bom pagador, para que as empresas também pudessem pagar aos seus fornecedores a tempo e horas, evitando-se as situações, cada vez mais recorrentes, de insolvência na economia local e nacional”.

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