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Segunda fuga de amoníaco em fábrica de Samora Correia

Empresa não tem plano para situações de emergência
Edição de 12.12.2012 | Sociedade
É a segunda vez que há uma fuga de amoníaco na fábrica Marinhave em Samora Correia. Na terça-feira, 11 de Dezembro, 27 trabalhadores da empresa de criação e transformação de patos tiveram que ser assistidos em hospitais do distrito de Santarém e Lisboa por inalação deste químico. Os funcionários que apresentavam “irritabilidade das vias respiratórias e dos olhos e má disposição” tiveram alta no dia seguinte altura em que a empresa já estava a laborar normalmente. Após a fuga foi chamada uma empresa especializada para reparar a situação. Segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro a empresa não tem um plano de actuação em caso de emergência que defina não só as medidas a tomar em caso de acidente ou incêndio, por exemplo a evacuação dos trabalhadores, como as acções de prevenção. O comandante dos Bombeiros de Samora Correia, Miguel Cardia, explicou que o amoníaco é utilizado pela empresa do sector das aves no sistema de refrigeração das câmaras frigoríficas e que o incidente ocorreu na fase de embalamento e armazenamento dos animais, não afectando os animais vivos. A fuga na fábrica agro-industrial de produção, abate e comercialização de patos aconteceu por volta das 18h00, quando alguns funcionários se começaram a sentir mal. Um técnico da empresa controlou a fuga de amoníaco, mal se apercebeu da situação.Em Fevereiro de 2010 já tinha havido uma fuga de amoníaco na exploração, que na altura afectou dez trabalhadores, um em estado grave e nove com sintomas ligeiros. A Marinhave, segundo o site da empresa, é a mais antiga e a única empresa do sector avícola, em Portugal, que se dedica unicamente à produção de patos. Mais de 90 por cento da produção é para exportação.

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