
Permanência pouco permanente
O Serviço de Atendimento Permanente (SAP) de Benavente não é verdadeiramente permanente. Às horas de almoço e de jantar o serviço permanece aberto mas o atendimento pára pelo tempo necessário à mastigação da bucha pelos médicos. Por vezes a espera de quem espera prolonga-se por mais de uma hora embora seja possível perceber pelo tilintar de prato e talheres qual o ponto da situação. E tudo se tornou mais confrangedor desde que a televisão da sala de espera se avariou. Sem o ruído de fundo da novela ou do programa da Júlia é o som da mastigação que ecoa. Da casa de banho contígua à sala também chegam outros sons que nem sempre têm um timbre animador. Com febre ou sem febre alguns deliram a traçar cenários em que até entra o ministro da saúde, Paulo Macedo que, dizem, tem casa em Santo Estêvão, a recorrer ao SAP. Os mais calmos lembram que é melhor ouvir os médicos a mastigar do que não haver médicos e ficar apenas no ar o zumbido das moscas. Zzzzz....zzzzzzzz....zzzzzz

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