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Lisboa aqui tão perto - Conversas sobre cultura e política no Ribatejo

Edição de 20.03.2013 | Sociedade
O MIRANTE vai organizar ao longo do ano alguns encontros com escritores, jornalistas e figuras da política e da cultura, no âmbito das celebrações do seu 25º ano de publicação que foi comemorado em Novembro de 2012. Os encontros já agendados realizam-se no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, e são abertos ao público. A Escola Alves Redol associou-se à iniciativa assim como a Câmara Municipal de VFX. “Nos bastidores dos telejornais” Dia 10 de Abril pelas 16 horas - Conversa sobre jornalismo com Adelino Gomes Adelino Gomes publicou em 2012 “Nos Bastidores dos Telejornais RTP1, SIC e TVI” em edição Tinta da China. O livro resulta de uma tese de doutoramento que defendeu no ISCTE mas é muito mais que um texto académico e vai muito para além de um texto bem escrito e informado sobre a realidade do jornalismo televisivo dos últimos anos. O autor é um dos mais conceituados e respeitados jornalistas portugueses e uma referência moral e intelectual para todos aqueles, jovens e menos jovens, que exercem a profissão. Quem acompanhou os últimos debates sobre o jornalismo em Portugal, e os problemas que afectam a classe, pode constatar que Adelino Gomes, embora reformado, está na primeira linha na defesa do jornalismo de proximidade e da classe dos jornalistas.Com mais de quatro décadas de trabalho foi jornalista de televisão, rádio e de jornal, professor universitário e formador de jornalistas no CENJOR. Tem uma carreira como repórter tão respeitada como os lugares mais institucionais que desempenhou nomeadamente o cargo de Provedor do Ouvinte da RDP. Adelino Gomes trabalhou no Rádio Clube Português, Rádio Renascença, RDP, TSF, RTP e Público. O livro agora publicado será o mote para a conversa com o jornalista que já confessou que a classe dos jornalistas precisa de viver uma nova revolução.“A televisão e as telenovelas”Dia 19 Abril, às 16 horas - Conversa com o critico de televisão Eduardo Cintra TorresEduardo Cintra Torres é crítico de televisão e de publicidade e professor auxiliar na Universidade Católica Portuguesa onde dá aulas sobre Televisão, Publicidade, Ética da Comunicação e Técnicas de Comunicação Audiovisual. É o mais mediático crítico de televisão em Portugal e, sem dúvida, o mais controverso não só pela qualidade da opinião como pela polémica que sabe imprimir a cada um dos seus textos. Tem dezena e meia de livros publicados e um deles é a sua tese de mestrado intitulada “A Tragédia Televisiva (Lisboa, ICS, 2006). A multidão e a televisão. Representações contemporâneas da efervescência colectiva, é o título da sua tese de doutoramento ainda não publicada em livro. As áreas que mais lhe interessam são os estudos televisivos numa perspectiva sociológica e de análise textual, a análise de publicidade e a sociologia da literatura. Neste último domínio já publicou meia dúzia de artigos sobre as representações da multidão na literatura no período aproximado de 1870-1930, em especial a portuguesa, mas também a francesa. Pretende continuar nesta investigação solitária por mais alguns anos, alargando-a a representações icónicas da multidão no mesmo período, nomeadamente na pintura, cinema e fotografia.“Dois poetas de dois mundos”Dia 2 de Maio às 16 horas - A poesia de Jaime Rocha e M. ParissyJaime Rocha é um poeta português mais conhecido pela sua actividade como dramaturgo e romancista. É autor de 15 peças levadas à cena em Portugal e no estrangeiro, entre as quais se destacam “Homem Branco Homem Negro”, “Seis Mulheres Sob Escuta” e “O Terceiro Andar”, obras que ganharam distintos prémios literários. A sua obra poética é, no entanto, mais conhecida, se tivermos em conta a preferência da crítica já que para a dramaturgia não há critica porque, de verdade, também não há críticos. Com mais de uma dezena de livros de poesia, Jaime Rocha é um poeta cuja linguagem obedece a referências culturais que desarmam os leitores menos informados. Em Portugal há muitos poetas com obra publicada que não conseguem ler a poesia de Jaime Rocha (pseudónimo do jornalista reformado, Rui Ferreira e Sousa), editada pela Relógio D’Água e que ganhou recentemente o prémio do Pen Clube.M. Parissy é nome de poeta que esconde o de um outro jornalista (Mário Galego), mas este ainda no activo. A sua poesia contrasta em quase tudo com a de Jaime Rocha. É um poeta de editoras marginais e de uma obra muito distinta, que remete para a aventura da linguagem sem obedecer a escolas ou grupos. Tem publicados, entre outros, os livros “Corpo Indómito”, “Dublin e Tu”, “Morte Com Dedos Em Ferida” e “Mãos de Arquipélago”.

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