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Novo Hospital de Vila Franca de Xira recebe os primeiros utentes a 28 de Março

Novo Hospital de Vila Franca de Xira recebe os primeiros utentes a 28 de Março

A mudança do velho para o novo Hospital de Vila Franca de Xira vai ser feita de forma faseada. No dia 28 de Março chegam à unidade os primeiros 500 utentes. A transferência fica concluída a 3 de Abril. Do antigo edifício pouco será aproveitado. Noventa por cento do equipamento é novo. Novecentas pessoas vão trabalhar no moderno edifício de oito pisos, espaços amplos e tecnologia de ponta. Os profissionais estão mais motivados que nunca por trabalhar num hospital com vista para o Tejo. A luz do sol, que entra generosamente pelas janelas, também vai ajudar à cura.

Edição de 20.03.2013 | Sociedade
No dia 28 de Março, quinta-feira, os utentes que tiverem consultas marcadas ou análises para realizar no Hospital de Vila Franca de Xira já não têm que deslocar-se ao velho edifício no centro da cidade, onde o estacionamento é quase inexistente. Esses primeiros 500 utentes dirigem-se já ao imponente edifício de oito andares com vista para a lezíria do Tejo que fica em Povos, perto do acesso à auto-estrada do Norte. Sítio para estacionar não será problema no novo hospital, onde há 844 lugares cobertos e descobertos. Quem não for de carro ou táxi tem autocarro de 15 em 15 ou de 30 em 30 minutos a partir da estação de comboios até à nova unidade. A transferência do antigo edifício, propriedade da Santa Casa da Misericórdia, para as novas instalações do hospital será feita de forma faseada (ver caixa) até 3 de Abril mas o processo começou a ser preparado há vários meses por uma vasta equipa. “Mobilizámos 42 pessoas dentro do hospital, cada uma relativa a um serviço, para fazer um plano detalhado de todas as tarefas a executar antes, durante e depois da transferência”, explica o administrador, Vasco Mello, o rosto da parceria público-privada de concepção, construção e gestão da unidade liderada pelo Grupo Mello. O único serviço que implicará alguma duplicação será a urgência. “Vamos parar a urgência no dia 2 de Abril à meia noite mas depois de fecharmos a porta alguns doentes manter-se-ão no antigo edifício durante algumas horas”, ilustra. Os doentes que chegarem entretanto à urgência do novo hospital serão encaminhados por uma faixa vermelha, no exterior do edifício. Trata-se de uma via prioritária que não se cruza com outros percursos do hospital.No interior do novo edifício pouco ou nada será aproveitado do velho hospital. O equipamento antigo vai ser doado a instituições. A excepção é, por exemplo, o equipamento de TAC adquirido há pouco tempo que ainda demorará cinco dias a instalar. Mais de noventa por cento do equipamento hospitalar é novo, tal como estava previsto no contrato do concurso. É o caso das camas articuladas e eléctricas. O novo sistema informático já está operacional desde 1 de Novembro. O investimento global, com a construção do hospital, equipamento e sistema informático, ronda os 108 milhões de euros. Não há derrapagens. Nem de valores nem de tempo. O prazo está a ser cumprido escrupulosamente ao dia. Até os acessos ao hospital, que sofreram alguns atrasos, também estarão concluídos na véspera da entrada em funcionamento da unidade.Além do conforto e da modernização, a administração garante que haverá também maior humanização. Se os utentes passam a ter mais privacidade e conforto os profissionais beneficiam de melhores condições de trabalho. “Vejo as equipas muito entusiasmadas e com vontade de fazer melhor do que fazem hoje. A luz, o enquadramento e a vista ajudam a criar todo um ambiente que é muito mais favorável à cura”, enfatiza o administrador. No novo hospital, que passa a ter três novas valências - psiquiatria, infecciologia e hemodiálise, que se juntam a outras criadas recentemente pela actual gestão privada - o doente passará também a ser atendido com maior rapidez. Na nova unidade há circuitos delimitados para garantir maior fluidez.A data para a inauguração do novo Hospital de Vila Franca de Xira vai ser decidida ainda pelo Ministério da Saúde mas a cerimónia deverá realizar-se em Maio. Tudo indica que cairá o nome de Reynaldo dos Santos, com que foi baptizada a velha unidade na década de setenta do século passado. Essa estrutura foi entretanto administrativamente extinta e substituída pela designação Hospital de Vila Franca de Xira. “O concurso que vencemos era para a construção do Hospital de Vila Franca de Xira. Voltar ao nome de Reynaldo dos Santos poderia até levar as pessoas ao edifício antigo. Mas esse é um assunto que ainda não está fechado”, conclui o administrador.Nova maternidade dá mais conforto e privacidade à famíliaA maternidade do Hospital de Vila Franca de Xira é a “menina” dos olhos da nova unidade. Face às condições de excelência que o espaço possui a administração está convicta de que as futuras mães dos cinco concelhos vão passar a escolher dar à luz na cidade em vez de se dirigirem a hospitais de Lisboa, como acontecia até aqui dados os constrangimentos da antiga unidade. A maternidade do novo hospital, que oferece mais conforto e privacidade à família, tem seis salas de parto e 30 quartos, todos individuais e com casa de banho.Transferência faseadaOs primeiros serviços começam a funcionar no novo hospital de Vila Franca de Xira a 28 de Março, quinta-feira. É o caso da consulta externa, exames e análises, medicina física e reabilitação e hospital de dia oncológico. A 2 de Abril arranca o bloco operatório, a unidade de cuidados intensivos e intermédios, o internamento de especialidades médicas e cirúrgicas e o hospital de dia psiquiátrico. A 3 de Abril é a vez do internamento de obstetrícia, bloco de partos e neonatologia, bem como a urgência geral, de pediatria e de obstetrícia/ ginecologia. Nesse dia fica concluído o processo de transferência e o novo hospital passa a funcionar em pleno.Mais de cem novos postos de trabalho na nova unidadeA abertura do novo Hospital de Vila Franca de Xira permitiu a criação de mais de 100 postos de trabalho directos, número que não inclui os trabalhadores das empresas de segurança, limpeza, cafetaria, refeitório e outros espaços comerciais que entrarão em funcionamento no edifício. Metade dos profissionais contratados pelo hospital são enfermeiros. Os restantes são médicos, administrativos e auxiliares. Em 2012 o hospital já tinha contratado outros 78 funcionários na sequência da criação de novas especialidades, como oftalmologia, otorrinolaringologia, pneumologia e neurologia. “Quando anunciámos a necessidade de contratação de pessoas para o novo hospital recebemos, nos primeiros quatro dias, quatro mil currículos”, ilustra o administrador Vasco Mello acrescentando que a prioridade foi para colaboradores do grupo e pessoas oriundas dos cinco concelhos. Desde a entrada da nova gestão no hospital já foram contratados cerca de 200 profissionais. No total 900 profissionais de saúde vão prestar serviço no novo hospital.Novo hospital é três vezes e meia maior que o antigo O novo edifício do Hospital de Vila Franca de Xira é três vezes e meia maior que o antigo. Este cálculo deixa de fora as zonas não clínicas, como as áreas de circulação e estacionamento, que não existiam no anterior. O bloco operatório do antigo edifício funcionava com três salas enquanto que no novo espaço funcionará com nove. No que diz respeito à urgência de adultos, por exemplo, a unidade passa de 600 para 2.150 metros quadrados. Nos cuidados intensivos em vez de duas passarão a estar disponíveis 12 camas. A unidade de cuidados intermédios é outra novidade que vai resultar numa melhoria na prestação de cuidados. “Em alguns casos, por não termos essa capacidade, referenciávamos os doentes para outros hospitais”, explica o administrador Vasco Mello. A área clínica do novo hospital ascende a 30 mil metros quadrados. A área não clínica ronda os 11 mil. O hospital tem 280 camas e 33 gabinetes de consulta.A área de influência do hospital, que começou a ser construído em Junho de 2011, mantém-se nos cinco concelhos (Alenquer, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Benavente, Vila Franca de Xira) abrangendo um total de 245 mil pessoas.O novo hospital não vai nem pode substituir-se aos centros de saúde mas quer continuar a funcionar em articulação com essas unidades. “Há um projecto informático que está a ser feito a nível nacional e ao qual já aderimos para que os médicos dos centros de saúde possam ter acesso à história clínica do utente no hospital e vice-versa”, exemplifica. Para estreitar a colaboração o hospital quer organizar jornadas clínicas e de enfermagem em conjunto com os centros de saúde.
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