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Renhido Serafim das Neves

Edição de 26.06.2013 | E-mails do outro mundo
Fico feliz por saber que o combate à pobreza no concelho de Alpiarça ainda está vivo e vai avançar. Resta agora saber se os pobres conseguiram resistir estes últimos cinco anos sem qualquer ajuda, embora eu esteja em crer que sim. Os pobres resistem a tudo. A estudos e seminários, a programas de apoio que disponibilizam milhares de euros para pagar a técnicos, oradores e cientistas e até mesmo às directrizes da troika, o que é de assinalar.Sobre Alpiarça tenho apenas uma coisa que me atormenta a alma. Será que os técnicos contratados da última vez e depois descontratados, resistiram tão bem como os pobres. É que, bem vistas as coisas eles é que foram os verdadeiros prejudicados. Iam ganhar mais de dois mil euros por mês e houve uns invejosos que lhes tiraram a mama. Há pessoas muito ignorantes, vê lá tu. Como se fosse possível acabar com a pobreza em Alpiarça a ganhar o ordenado mínimo nacional!?As listas de independentes para as eleições de Setembro são cada vez mais. Provavelmente vão ser mais que as listas dos partidos. A democracia bem precisava desta lufada de ar fresco. Mas é justo que se reconheça o papel dos partidos políticos tradicionais nesta autêntica revolução. Afinal, os independentes antes de serem independentes andavam pelos partidos e só de lá saíram porque aquilo não dava para todos, não é verdade?!!Uma coisa é certa, a política fica a ganhar. Um homem ou mulher que saia de um partido ao fim de vinte ou trinta anos de militância, rejuvenesce. Vem de lá com a alma lavada e com uma vontade redobrada de salvar o povo das garras da crise. Vem de lá com vontade de mostrar o que vale. De provar que as suas ideias sempre foram melhores que as do cabeçudo que era sempre escolhido para candidato quando ele estava no partido. Vem de lá outro, como se costuma dizer. Eu ando entusiasmado com toda esta euforia. Até acordo a cantar!!!Também fiquei a saber que durante algum tempo os membros do Governo tiveram um refúgio contra a ira do povo. Na Feira da Agricultura, em Santarém, os que lá foram receberam mimos, beberam à borla, provaram bolinhos, foram abraçados, beijados, bacalhauzados como deve ser. O Centro Nacional de Exposições foi uma espécie de oásis. Até o Primeiro-Ministro lá foi para tratar da auto-estima. Foi logo de manhãzinha, é certo, mas foi apenas para aproveitar a fresca.A Ministra da Agricultura, a quem atiraram com um ovo na primeira visita à cidade, ficou a saber que uma coisa é o Teatro Sá da Bandeira com os seus intelectuais e outra diferente é a Feira, com o bom povo português aos vivas, no meio de dóceis animais como vacas, cavalos, ovelhas e patos. Mais uma vez estamos a dar exemplos ao mundo. Enquanto em países bárbaros e atrasados multidões ululantes apedrejam a polícia e levam bastonadas de criar bicho, como na França, em Espanha ou no Brasil, aqui beijocamos a Assunção Cristas e oferecemos copinhos de licor ao Passos Coelho.A partir do mês que vem, quem jogar no euromilhões através da internet não precisa reclamar o prémio. O dinheiro é transferido automaticamente para a sua conta. Diz a Santa Casa que é para proteger os cabeças de vento que costumam perder os talões ou se esquecem de reclamar o prémio e até dá exemplos. A mim não me convencem. Vou continuar a ir preencher o boletim ao quiosque habitual. O meu sonho sempre foi entrar pela Santa Casa da Misericórdia adentro com uma carrada de malas, mostrar o papelinho com os números do jack-pot e gritar: “É para atestar, se faz favor!!!” Um abraço abundanteManuel Serra d’Aire

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