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Investimento e idade impedem jovens de avançar com negócios

Investimento e idade impedem jovens de avançar com negócios

Um site de culinária destinado a solteiros, arroz às cores ou um dispensador de comprimidos foram apenas algumas das ideias apresentadas por alunos de várias escolas da região no âmbito do projecto EmprEscola - Empreender no Ensino Secundário, organizado pela Nersant. O objectivo principal passa por despertar os jovens para a actividade empresarial.

Edição de 26.06.2013 | Especial Ensino
Jovens de várias escolas da região apresentaram boas ideias de negócio, planificadas detalhadamente, depois de terem respondido ao desafio lançado pela Nersant - Associação Empresarial da Região de Santarém, com o projecto EmprEscola - Empreender no Ensino Secundário. Mas um plano de investimentos avultado e a juventude dos participantes leva a que as ideias acabem por não avançar, embora algumas cheguem a ser patenteadas. A apresentação das ideias premiadas decorreu no CNEMA, em Santarém, durante a Feira Nacional de Agricultura e Fersant. Um grupo de alunos da Escola Secundária de Mação apresentou o “Cook Eat”, um site destinado a solteiros que pretende ensinar a cozinhar de uma maneira divertida e também a comprar os ingredientes. Foi escolhida como a melhor ideia empresarial do Médio Tejo. Na Lezíria do Tejo, a Escola Secundária do Cartaxo arrecadou o mesmo prémio com o projecto “Arroz Íris”, que pretende colocar no mercado gourmet de arroz com diversas cores. Para o primeiro projecto, os alunos precisavam de realizar um investimento de 20 mil euros. Para o “Arroz Íris”, eram necessários 87.500 euros. “O investimento avultado e a operacionalização de algumas ideias tornam muito difícil que um grupo de pessoas tão novas avance realmente para a criação da empresa”, explica o vice-presidente da comissão executiva da Nersant, responsável pela área do empreendedorismo, Pedro Félix, acrescentando que existem, no entanto, vários incentivos para avançar. No caso do “Cook Eat”, o maior problema seria, na opinião do responsável, ter a gama de todos os produtos que apareceriam nas receitas. No arroz, seria necessário estabelecer uma parceria com uma empresa que produzisse o arroz. Outras ideias originais, como é o caso de “Smart Kit”, da Escola Profissional de Rio Maior, que venceu na categoria de ideia mais inovadora, pretendia colocar no mercado uma caixa dispensadora de medicamentos que abria um determinado compartimento em cada dia da semana. Precisariam de pelo menos 250 mil euros para avançar. Na opinião de Pedro Félix é uma boa ideia, mas com muitas dificuldades em termos de operacionalização. “Só uma empresa bem instalada no mercado é que provavelmente teria capacidade para avançar”, explicou. Na equação também entra a idade. “No início não nos aparece um jovem a dizer que quer criar uma empresa, mas quando chegam à final ficam interessados. Normalmente, a partir dos 20 anos já começam a aparecer alguns empreendedores com o verdadeiro espírito e vocação”, repara Pedro Félix. Segundo a presidente da Nersant, Maria Salomé Rafael, o objectivo principal do projecto é “sensibilizar os jovens para o empreendedorismo e a actividade empresarial através da simulação e criação das suas empresas”. Embora nenhum grupo tivesse avançado para a criação da empresa, algumas ideias acabaram por ser patenteadas. A Nersant distinguiu também os alunos da Escola Secundária Jácome Ratton, em Tomar, com o prémio de ideia mais inovadora. Desenvolveram o projecto de criar um hostel no centro histórico de Tomar, que prometia dar uma hospitalidade barata aos turistas, criando sinergias com o turismo. Na categoria de melhor trabalho de equipa foi distinguido o projecto UmDóLiTá, da Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes, Abrantes, que oferecia um serviço de babysitting ao domicílio, e o projecto “Rainbow Candles” dos alunos da Escola Secundária Sá da Bandeira, Santarém, que queriam criar velas comestíveis para bolos de aniversário. Nesta edição participaram 171 alunos de 15 escolas. O EmprEscola que decorre desde 2008 já contou com a participação de 783 alunos e 66 escolas do Ribatejo que apresentaram 218 ideias de negócios.
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