uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
31 anos do jornal o Mirante
Tribunal de Contas recusa visto para obra do Pavilhão Municipal do Olival

Tribunal de Contas recusa visto para obra do Pavilhão Municipal do Olival

Câmara de Ourém não dispõe de meios financeiros para garantir a sua parte no financiamento da empreitada.

O Tribunal de Contas (TC) recusou o visto ao contrato de empreitada para construção do Pavilhão Desportivo do Olival, porque o município de Ourém não dispõe de meios financeiros necessários para garantir o financiamento da obra em causa. A chamada Lei dos Compromissos exige para a autorização de uma despesa que, para além da dotação em orçamento, existam em tesouraria “efectivos fundos disponíveis para lhe fazer face”.O contrato foi celebrado entre a Câmara de Ourém e a sociedade Alpeso, Construções S.A pelo valor de 1.539.794,98 euros + IVA. A Alpeso chegou a construir parte do muro, obra que foi adjudicada em Dezembro de 2010 e está suspensa desde Abril de 2011. Até à suspensão da obra, a autarquia pagou 63.346,27 euros à Alpeso pelos trabalhos efectuados.A Câmara de Ourém apresentou, em 2010, uma candidatura aos fundos comunitários para comparticipação de 56 por cento do custo da obra. O financiamento dos fundos comunitários ainda não chegou e muito dificilmente virá tendo em conta que o actual quadro comunitário termina em Dezembro deste ano. O TC considera que “não há dúvidas” que as normas legais para autorização e pagamento das despesas foram “violadas quando foram proferidos os actos de autorização e celebração do contrato em apreciação, o que constitui fundamento para a recusa do visto”, pode ler-se no acórdão do TC. E sem o visto do Tribunal de Contas não há fundos comunitários para a obra.Vereadora acredita que obra vai ser financiada no novo quadro comunitário de apoioA vereadora com o pelouro das Obras e Finanças da Câmara de Ourém, Lucília Vieira, que acompanhou de perto este projecto, explica a O MIRANTE que em Junho de 2010, durante uma reunião na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) foi pedido às autarquias que apresentassem projectos para ter acesso a fundos comunitários.“Foi-nos dito que quem apresentasse mais projectos, e mais rapidamente, tinha prioridade no acesso aos fundos comunitários”, explica. A autarquia apresentou projectos para o edifício da câmara velha, centro cultural, centros escolares, terminal rodoviário e pavilhão municipal do Olival. “Disseram-nos para avançar com as obras nos centros escolares e foi o que fizemos”, sublinha. Os projectos dos centros escolares foram entretanto aprovados e as obras estão praticamente concluídas.Lucília Vieira refere que no início de 2011 os processos começaram a travar e a CCDR disse que não podia aprovar as candidaturas a fundos comunitários. “Não nos deram grandes justificações. Só nos diziam que tínhamos que esperar. Suspendemos a obra no Pavilhão do Olival por precaução”, diz. A vereadora acredita que a obra vai ser retomada e financiada com o novo quadro comunitário que vai surgir em 2014.
Tribunal de Contas recusa visto para obra do Pavilhão Municipal do Olival

Mais Notícias

    A carregar...