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LNEC garante que encosta do Monte Gordo já não representa perigo

Edição de 28.08.2013 | Sociedade
A encosta do Monte Gordo em Vila Franca de Xira já não representa um perigo para os prédios da zona, garante o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC). O presidente do organismo que tem vindo a acompanhar a situação disse a O MIRANTE que os terrenos estão estabilizados e com base nas últimas medições feitas no local não há o perigo de se registarem movimentações de terras. Carlos Pina falou da situação durante uma visita às encostas de Santarém, que aguardam uma intervenção de estabilização, na terça-feira, 27 de Agosto. Recorde-se que a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira fez uma intervenção de estabilização da encosta e retirou toneladas de terra da encosta que despejou no espaço da devoluta empresa Vassalo, na margem ribeirinha da cidade. “As questões de insegurança foram eliminadas, a obra da câmara permitiu baixar dramaticamente os riscos e neste momento estamos confortáveis com as medidas tomadas e as nossas medições mostram que já não há riscos para os moradores”, garante Carlos Pina. Mesmo assim vai ser demolido o lote 2, de um conjunto de três, que há muito está desabitado por razões de segurança. A demolição já está prevista há algum tempo e vai concretizar-se devido ao facto de o prédio se ter deslocado e ter fendas que põem em risco a sua estabilidade. O presidente do LNEC refere que o processo da encosta fica concluído com a demolição do edifício. “Existem ainda questões financeiras e de propriedade que têm atrasado o processo mas as questões de segurança foram eliminadas”, assegurou.O lote 1 estava em risco no caso de ruir o prédio lote 2. Ambos fazem parte de um conjunto de três blocos, de seis andares cada, construídos há mais de 15 anos. À semelhança do lote 3, apresenta fissuras no exterior e interior dos apartamentos. O lote 2, desabitado, “descolou” dos restantes dois blocos e está inclinado vários centímetros. A construção no local foi autorizada na década de 90 antes de uma carta de aptidão revelar que a zona tinha “áreas complicadas”.Recorde-se que em Janeiro a Câmara de Vila Franca avançou com o despejo dos moradores do lote 1 por estar em causa “a segurança de pessoas e bens”, segundo um relatório do LNEC, o qual alerta para o agravamento da instabilidade do prédio e do talude que continua a fazer pressão sobre o lote 2, que está inclinado para a frente.

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