
Federação já marcou a data do jogo que o árbitro recusou apitar em Alcanena
Lourinhanense não concorda com a decisão e já fez uma exposição para o organismo federativo
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) decidiu reagendar o jogo entre Alcanenense e Lourinhanense, da segunda jornada da Série F, para o dia 23 de Outubro, uma quarta-feira, às 15h00. O desafio, recorde-se, deveria ter sido realizado a 8 de Setembro mas o árbitro entendeu, na altura, não estarem reunidas as condições mínimas de segurança por não haver policiamento no Estádio Joaquim Maria Baptista.
Não havia policiamento, mas havia um grupo de seguranças, situação que se enquadra dentro dos regulamentos da FPF e da lei nacional. O Governo aprovou o ano passado o decreto lei 216/2012 que estabelece a não obrigatoriedade de policiamento em jogos de futebol. Situação que não foi bem aceite pelas associações distritais. Mas que depois de um período de regime transitório, acabou por entrar em vigor.Na altura o árbitro não quis realizar o jogo alegando razões de falta de segurança. O presidente do Atlético Alcanenense, José Torcato, disse a O MIRANTE que não compreendia a atitude do árbitro. “A medida visou poupar dinheiro nos gratificados e agimos à luz das regras impostas pela Federação Portuguesa de Futebol”. A lei permite que os clubes sejam responsáveis por garantir a segurança dos jogos, seja com segurança privada ou gratificada à GNR ou PSP. “Já o ano passado realizámos grande parte dos jogos com recurso a segurança privada e nunca tivemos qualquer problema. O árbitro é que não quis aceitar”, lamentava.No dia do jogo que não se realizou, o presidente do Lourinhanense, Paulo Marta, rejeitava a ideia de se deslocar novamente a Alcanena para disputar o jogo e queria que as instâncias competentes optassem por dar os três pontos e respectiva vitória à sua equipa. O dirigente garantia mesmo que os seguranças do Alcanenense eram “tudo menos seguranças credenciados”. Agora, e depois de o Conselho de Disciplina não ter aplicado qualquer sanção disciplinar, a Federação Portuguesa de Futebol acabou por validar a segurança colocada em campo pelo Alcanenense e decidiu agendar nova data para a realização da partida. Situação que levou José Torcato a garantir que nunca teve dúvidas de que essa seria a decisão correcta. “Não violámos qualquer lei ou regulamento, por isso estávamos tranquilos”, garantiu.Mas esta decisão da FPF apanhou de surpresa o Lourinhanense, que esperava obter os três pontos na secretaria. Para além da contestação ao reagendamento do jogo, o clube da Lourinhã está perplexo e revoltado com as novas data e hora fixadas pelo organismo, um dia de semana e em horário laboral, porque, como diz o seu presidente, “a equipa é amadora e todos os jogadores têm os seus empregos”. Em declarações à comunicação social, Paulo Marta vai mais longe e garante que é quase impossível fazer deslocar a sua equipa a Alcanena num dia de semana, para realizar um jogo às 15h00. Na sua opinião só seria possível à noite e bem tarde. Por isso garante que já fez seguir uma exposição para a Federação.

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