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José Pedro Gil

Advogado, 48 anos, Póvoa de Santa Iria

“A dança, mais propriamente a salsa, é o meu recreio há 14 anos e pratico todos os dias. É um vício que ainda não consegui largar. Faz bem ao corpo e ao espírito. A dança é das melhores formas de comunicação que existem. É algo tão básico e tão directo que ninguém pode mentir enquanto dança”“Há 25 anos que não voto em sinal de protesto. O facto de eu não votar tem a ver com o não querer saber. Desde há 20 anos que os direitos das pessoas estão a ser cada vez mais comprimidos e retirados. Não gosto daquilo que vejo. Estamos a caminhar para uma situação muito negra em termos de direitos humanos”“Se olharmos para trás a única revolução em Portugal onde não existiram grandes problemas foi o 25 de Abril. Em todas as outras houve muitas mortes. E estão a ser criadas condições para que Portugal deixe de ser considerado um povo de brandos costumes. Tudo tem limite”

Edição de 11.12.2013 | Agora falo eu
O que faz mais falta na Póvoa de Santa Iria?Embora a Póvoa seja uma cidade, não há serviços públicos que é o que faz mais falta. Isto de cidade tem muito pouco. Como é que está a preparar o Natal?Com a família, que é o mais importante. Tenho dois filhos pequenos e o Natal é essencialmente para eles. É fundamental assegurar um convívio entre os mais velhos e os mais novos. A época festiva é sempre passada na minha casa. Vai a algum sítio especial na Passagem de Ano?Não, passo sempre em casa. Eu sou ao contrário das outras pessoas, ando o ano inteiro a sair para festas e esta época é reservada para a minha família. Que figura pública é que gostava de conhecer?O Obama, pelo que ele representa. A sua eleição é um marco a nível mundial. No meio de uma máquina tão pesada como são os Estados Unidos é admirável a sua convicção para mudar certas coisas. Uma mulher perfeita para si?A minha. Estou muito bem casado. Não conseguiria escolher outra. O que é que a dança representa para si?A dança, mais propriamente a salsa, é o meu recreio há 14 anos e pratico todos os dias. É um vício que ainda não consegui largar. Faz bem ao corpo e ao espírito. A dança é das melhores formas de comunicação que existem. É algo tão básico e tão directo que ninguém pode mentir enquanto dança. É uma forma de expressão da alma e provoca muito boa disposição. Tem dificuldade em estacionar a sua viatura na Póvoa antiga?Neste momento não, porque tenho garagem. Mas é um sítio difícil para se estacionar e não convém complicá-lo ainda mais. Dessa maneira dão mais uma machadada no comércio local e afastam as pessoas dos centros urbanos. Ainda acredita nos políticos?Não. Há 25 anos que não voto em sinal de protesto. O facto de eu não votar tem a ver com o não querer saber. Desde há 20 anos que os direitos das pessoas estão a ser cada vez mais comprimidos e retirados. Não gosto daquilo que vejo. Estamos a caminhar para uma situação muito negra em termos de direitos humanos. Enquanto advogado, qual foi o caso que o marcou mais? Não consigo enumerar nenhum em especial. Mas são sempre aqueles em que eu não ganho um tostão e onde me sinto bem em lutar por pessoas que têm poucos recursos e poucas possibilidades de vencer. É isso que me faz deitar todos os dias descansado e ter uma almofada óptima. Os portugueses são um povo de brandos costumes?Não. Se olharmos para trás a única revolução onde não existiram grandes problemas foi o 25 de Abril. Em todas as outras houve muitas mortes. Só quem não conhece a História é que pode afirmar isso. E estão a ser criadas condições para que Portugal deixe de ser considerado um povo de brandos costumes. Tudo tem limite. Qual é a sua viagem de sonho?A minha viagem de sonho é ir à Índia. Curiosamente a melhor altura para ir à Índia não coincide com as férias judiciais pelo que estou a guardar a viagem para a reforma. É um país que me fascina e que tem fundamentos e conceitos completamente diferentes dos europeus. Se estivesse a passar fome era capaz de assaltar um banco?Numa situação limite, em que a minha família estivesse nessa mesma condição, sim. Não é que fosse um acto bonito, mas tinha justificação. E é claro que se tem que ponderar se essa era mesmo a minha única alternativa.

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