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A colectividade que uniu os moradores da Loja Nova está a renascer das cinzas

A colectividade que uniu os moradores da Loja Nova está a renascer das cinzas

Grupo de sócios do pequeno lugar de Vila Franca está apostado em fazer a diferença
Edição de 08.01.2014 | Desporto
O Grupo Desportivo e Cultural da Loja Nova (GDC) em Vila Franca de Xira voltou a abrir portas e tem uma nova direcção, que está apostada em fazer a diferença e dinamizar o pequeno lugar da cidade onde moram cerca de 500 pessoas.Depois de ter fechado portas no final de 2011 por motivos financeiros, um grupo de sócios quis unir a população em torno da colectividade e voltou a abrir as portas do clube. Hoje em dia já promovem noites de karaoke, bailes, noites de fados e vão começar com um ciclo de colóquios sobre tauromaquia (ver caixa). Mas querem ir mais longe. Os novos dirigentes querem reactivar a secção de futsal, captando jovens atletas da região e já têm planos para o grande salão da colectividade. “Há muita gente idosa e sozinha a viver na Loja Nova. Gostávamos muito de transformar o nosso salão num espaço que durante o dia acolhesse os idosos da terra, onde eles pudessem conviver e passar algum tempo”, explica Rui Conceição, novo presidente do GDC.Juntamente com Rui Mascote (presidente da assembleia-geral), Luís Rodrigues (presidente do conselho fiscal) e a ajuda do sócio Carlos Silva, os dirigentes vão lutando dia-a-dia para manter as portas da colectividade abertas. O grupo foi fundado a 13 de Maio de 1980 por um grupo de jovens que se juntavam no carnaval para organizar bailes na aldeia. Primeiro ocuparam a garagem de um sócio mas não pararam de crescer. Apareceu um rancho, uma equipa de futsal, de atletismo e de natação. Isto até que um velho dirigente da casa, Vitalino Oliveira, deu um terreno ao clube e as actuais instalações começaram a ser construídas com as mãos e suor do povo da Loja Nova.Foi através de professores da escola primária que graciosamente davam aulas no GDC que muitos moradores do lugar aprenderam a ler e a escrever. Outros aprenderam arraiolos pelas mãos de outros professores. É a colectividade que também guarda vários objectos ligados à história agrícola da Loja Nova, como ancinhos, lagares ou enchadas.Com o fecho do GDC desapareceu também o rancho e os atletas. Agora, confessa Rui Conceição, é começar tudo de novo. “Estamos lentamente a crescer e a voltar a ser o agente centralizador do lugar, como o GDC era antigamente”, garante o dirigente. A colectividade tem para este ano um orçamento de 5 mil euros.Matadores de toiroscom ligação à Loja NovaA maioria dos matadores de toiros de Vila Franca tem ligações com a Loja Nova. José Falcão teve uma quinta nesse lugar, José Júlio uma propriedade onde se chegou a fazer vacadas e Victor Mendes também tem uma quinta na Loja Nova. Mário Coelho esteve também muito ligado a uma quinta no Casal da Coxa, situado a pouco mais de um quilómetro. É com o objectivo de dar a conhecer essa ligação à tauromaquia que o Grupo Desportivo e Cultural da Loja Nova vai realizar vários colóquios durante o ano com diversas figuras do toureio vila-franquense. O primeiro colóquio realiza-se na noite de 25 de Janeiro, onde são convidados o maestro Victor Mendes e diversos alunos da escola de toureio José Falcão.
A colectividade que uniu os moradores da Loja Nova está a renascer das cinzas

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