uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
31 anos do jornal o Mirante
O clube de clássicos que nasceu do amor à camisola e que nunca mais parou de crescer

O clube de clássicos que nasceu do amor à camisola e que nunca mais parou de crescer

MECCA do Carregado reúne membros de toda a região incluindo Vila Franca, Azambuja e Benavente

O que começou como um encontro de amigos rapidamente evoluiu para um dos clubes de carros clássicos mais importantes do panorama nacional e regional.

Foi há quase uma década que dois homens se lembraram de fazer um encontro informal de carros antigos no Carregado, às portas de Lisboa. No início contavam-se pelos dedos de uma mão. Mas a moda pegou, amigo trouxe amigo e os participantes foram aparecendo. A brincadeira ganhou asas e tornou-se num compromisso sério. Nascera o Movimento Entusiasta Carregadense de Clássicos e Antigos (MECCA), um clube de clássicos diferente que tem na responsabilidade social e na cultura a sua principal motivação. Os associados vêm de todo o lado, sobretudo de Alenquer, Azambuja, Vila Franca de Xira e Benavente.Conhecidos por realizar eventos onde tentam angariar receitas e alimentos para associações carenciadas da comunidade onde estão inseridos, o clube tem também marcado o seu lugar no panorama clássico nacional realizando encontros informais ao primeiro domingo de cada mês (junto à sede da Associação Desportiva do Carregado) e provas mais entusiasmantes, como as “1000 horas nocturnas”. Em 2010 foram inclusive autorizados a acelerar na base aérea da Ota. Em cada evento participam sempre mais de meia centena de automóveis. Este ano o clube foi convidado para integrar a principal mostra nacional de clássicos do país, a Motorclássico, que se realiza em Abril na Feira Internacional de Lisboa.Paulo Bento é o presidente do clube. Aos 49 anos este funcionário bancário guarda relíquias como um Lotus Elan, um NSU e um Ford Cortina na garagem. O vice-presidente é Humberto Brilha, 57 anos, gerente de uma empresa alimentar que tem num Datsun 1200 a sua paixão, que divide com um Fiat 125. “Quando criámos o clube, o objectivo era dar a conhecer o concelho de Alenquer e os concelhos vizinhos às pessoas que nos visitavam. Sempre nos tentámos diferenciar dos outros clubes. Esta é uma modalidade em que há algum elitismo e repudiamos isso. Tentamos receber todos bem e de igual forma, independentemente dos automóveis que cada um tenha”, explica Paulo Bento.Actualmente o clube só aceita automóveis com data de fabrico anterior a 1982, por uma questão de respeito aos clássicos. Os pré-clássicos também são bem-vindos, mas apenas em alguns eventos. “Fazemos essa selecção porque enriquece a história. Estes carros são museus, têm uma história e deve ser conservada”, nota Humberto Brilha.Os dirigentes realçam a importância do mundo clássico na micro-economia da região. “Os carros precisam de ir às oficinas, de meter gasolina, as pessoas que nos visitam nos eventos que dinamizamos vão aos restaurantes e às pastelarias. Isso mexe com a comunidade”, explica Paulo Bento.O MECCA tem actualmente uma centena de sócios e os objectivos futuros passam por crescer e solidificar o clube. A sede é numa pequena habitação cedida pela Junta de Freguesia do Carregado.“Conduzir um carro antigo é viver um conjunto de experiências. A condução é completamente diferente, o cheiro, o som da mecânica, a nostalgia”, enumera Paulo Bento. O colega, Humberto, resume a experiência a uma palavra: “Adrenalina”. Para o dirigente quem gosta de guiar não se diverte num carro moderno. “Hoje em dia é tudo assistido, electrónico, quem gosta de um carro puro e de conduzir a sério tem de gostar de carros antigos”, conclui.
O clube de clássicos que nasceu do amor à camisola e que nunca mais parou de crescer

Mais Notícias

    A carregar...