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Mudança da estátua de Salgueiro Maia em Santarém é para ser debatida com tranquilidade

Para já, uma coisa é certa: a mudança, a dar-se e seja para onde for, já não será feita a tempo das comemorações dos 40 anos do 25 de Abril.

Edição de 12.03.2014 | Política
O debate sobre a mudança do monumento evocativo de Salgueiro Maia em Santarém deve ser feito com tranquilidade e sem precipitações, disse esta segunda-feira, 10 de Março, o presidente do município, Ricardo Gonçalves (PSD). A discussão foi aberta na sessão da assembleia municipal de 28 de Fevereiro por Ramiro Matos, líder da bancada do PSD nesse órgão, que defendeu a mudança da estátua do Jardim dos Cravos para o Jardim da Liberdade ou para a rotunda do Largo Cândido dos Reis, se possível ainda a tempo das comemorações do 40º aniversário da Revolução dos Cravos. O que já não deverá suceder.No seguimento dessa proposta, foi criado um grupo de trabalho composto por elementos das várias forças políticas com representação na assembleia municipal e membros da comissão popular para as comemorações do 25 de Abril em Santarém, que acabou por se pronunciar na semana passada a favor da transferência do monumento para o Jardim da Liberdade. Mas a decisão não foi consensual. Há também quem prefira, como é o caso do PS e do movimento Mais Santarém, a localização junto ao antigo quartel da Escola Prática de Cavalaria, de onde partiu a coluna militar que ajudou a depor o regime ditatorial no dia 25 de Abril de 1974.Na reunião do executivo de segunda-feira, o debate foi aberto pelo vereador Ricardo Segurado (PS), que se manifestou “completamente contra” a colocação no Jardim da Liberdade, referindo que esse local “é uma afronta a tudo aquilo que Salgueiro Maia defendia, por todo o processo que conduziu à sua construção”, e contra o qual o PS sempre se manifestou.Francisco Madeira Lopes, vereador da CDU, considerou que não se deve fazer essa discussão à pressa. “Por respeito à memória de Salgueiro Maia não devemos provocar uma aceleração da decisão, nem crispar este debate” que considera dever ser o mais participado possível. Uma posição que o presidente da câmara secundou, referindo que na reunião que já houve sobre o tema surgiram muitas opiniões diversas e até quem defendesse que a estátua do capitão de Abril não deveria ser acompanhada do chaimite (veículo militar utilizado no 25 de Abril pela coluna de Salgueiro Maia) que actualmente faz parte do memorial.

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