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Cruzamento nos Riachos é uma dor de cabeça para peões e automobilistas

Cruzamento nos Riachos é uma dor de cabeça para peões e automobilistas

Num local onde confluem cinco ruas, os semáforos luminosos encontram-se muitas vezes intermitentes, registando-se com frequência alguns acidentes resultantes de colisões.

Edição de 12.03.2014 | Sociedade
“Não há vez que não apanhe aqui um susto, sempre que os sinais estão avariados. É uma dor de cabeça”, diz Mafalda Santos, moradora em Torres Novas que trabalha na Zona Industrial dos Riachos. De segunda a sexta-feira, a automobilista percorre a Avenida Senhor Jesus dos Lavradores, passando por um cruzamento problemático onde se encontram cinco ruas. Sempre que os semáforos estão intermitentes, são os automobilistas que se têm que organizar, respeitando a regra de dar prioridade a quem se apresenta pela direita. O que, de acordo com moradores e automobilistas, nem sempre acontece. Pelos mesmos motivos, quem passa no local a pé, também receia na hora de atravessar a estrada. Alexandre Simas, presidente da Junta de Freguesia dos Riachos, disse a O MIRANTE que os acidentes se dão, sobretudo, devido ao desrespeito dos automobilistas pelo código da estrada. “Logo que temos conhecimento que os semáforos estão avariados, por razões que desconhecemos, contactamos de imediato a câmara municipal. De resto, pouco mais podemos fazer”, atesta. O autarca de Riachos, eleito a 29 de Setembro por um movimento independente, refere que os semáforos avariam muitas vezes “por razões técnicas”. O presidente da Câmara de Torres Novas, Pedro Ferreira (PS), referiu ao nosso jornal que sempre que a autarquia tem o problema sinalizado é obrigada a recorrer a serviços externos de técnicos especializados, o que pode provocar algum atraso na reparação dos semáforos. “Também já aconteceu com semáforos na cidade. Há reparações que podemos fazer mas outras não”, disse. Na manhã de sexta-feira, 7 de Março, os semáforos encontravam-se em funcionamento. O local serve de passagem a muitos camiões e outros pesados mas também se vêem passar muitos habitantes de Riachos de bicicleta ou de tractor. A arrancar ervas daninhas no terreno junto a casa, na Avenida do Senhor Jesus dos Lavradores, Abílio Jorge conta que no dia 28 de Fevereiro, ocasião em que os semáforos estiveram uma vez mais intermitentes, se deu uma colisão entre um camião e um automóvel ligeiro, com um dos veículos a embater no muro de uma casa. “Já testemunhei pelo menos cinco ou seis acidentes. Se existissem lombas, os carros vinham mais devagar e não tinham a tentação de passar no amarelo sem verificar se têm alguém à sua direita”, afirma, acrescentando que os semáforos, que são regulados por electricidade, foram arranjados há poucos dias. Maria dos Anjos, que passa a pé muitas vezes nesse cruzamento, refere que até para os peões a situação é perigosa. “Estamos sujeitos a que algum carro se despiste e venha parar em cima de nós. Mesmo com os sinais abertos para os peões já os vi passar aqui a alta velocidade, pelo que nunca atravesso a estrada descansada”, confessa a moradora.
Cruzamento nos Riachos é uma dor de cabeça para peões e automobilistas

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